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12 diciembre 2024

MEU PAI FELINTO

 Por Antônio Corrêa Sobrinho 


Vida minguante, a de meu pai.

Ouço seu corpo murmurando,

Dizendo que está cansado,

Que não demora, que já se esvai.

Meu nonagenário pai.

Vê-lo assim, velhinho,

É como estar me assistindo amanhã.

Porque sou ele e minha mãe que já se foi,

Só que com outro corpo, outro rosto,

Outros pensamentos, outros destinos.

Sinto ver meu pai aos poucos se indo.

São pesados os seus dias, calados, sem alegria.

Esperar o seu derradeiro sono,

O seu último chegar, é o que lhe resta.

Deus tem o por quê.


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