20 de ago de 2019

LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

 

Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.

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18 de ago de 2019

LAMPIÃO, CANGACEIRO-EMPRESÁRIO BEM-SUCEDIDO.

Por Raul Meneleu

Muitas pessoas ainda hoje pensam que Lampião era um bandido pobre, talvez por não conhecerem sua verve de comerciante e empreendedor, quando rapazinho e negociava nas feiras das cidades próximas de onde morava.

Era sim, filho de uma família da classe dos humildes proprietários rurais, situada entre os ricos donos de terras, fazendeiros poderosos e de uma massa de lavradores sem terra.

Naquela época, no inicio dos anos 1900, ser um pequeno proprietário de terras tinha pouco significado, pois a pobreza atingia tanto os despossuídos como os donos de pequenas nesgas de terra. Nivelavam-se culturalmente, e seu padrão de vida pouco diferia, todos sofriam o domínio do coronel.

Às vezes, possuir uma faixa de terra era perigoso, pois quando cobiçado pelo grande latifundiário que a cercava, a pessoa corria risco de perder sua vida e isso aconteceu com a família de Lampião.

Família de Lampião

Ele nasceu no dia 4 de junho de 1898 e enfrentou as mesmas dificuldades de quase todos os seus contemporâneos que tinha a mesma condição. O que terminou por jogá-lo no cangaço.

Era homem corajoso, argucioso e treinado desde cedo para enfrentar as agruras da caatinga, pois jovem já tomava de conta da pequena criação de seu pai e depois participando da condução de mercadorias, em um pequeno empreendimento, de seu pai, ao adquirir mulas para transporte, cujo nome do empreendimento era chamado almocrevia.

Destacava-se Virgulino Ferreira em tudo que se metia, pois era um jovem empreendedor.

Essas peculiaridades pessoais ajudam a entendê-lo melhor quando enveredou no banditismo. Era um bandido que progrediu. Tornou-se grande proprietário e um homem de negócios organizado, levando-se em conta seu tipo de vida. Conta-se que no ano de 1928 associou-se ao coronel Petronilo de Alcântara Reis e comprou duas fazendas na Várzea da Ema, na Bahia. Poucos meses antes tinha vendido outra fazenda em Vila Bela. Quase no fim da vida adquiriu mais duas em Porto da Folha, perto de Angico, onde foi morto.

Seus parentes mais próximo, irmão e irmãs chegaram a comprar terras e residências nas cidades e é difícil saber se foram presenteados por Lampião ou usados corno testas-de-ferro.

Lampião era um homem rico e possuía muito dinheiro e ouro. Dizem que ao morrer, carregava cem contos de reis, valor de três fazendas no Nordeste. Nos seus bornais encontravam-se cinco quilos de ouro e também dizem que estavam destinados a prover o futuro de sua filha com Maria Bonita. Além dessa fortuna, tinha muitas jóias como cordões e anéis de ouro.

Isso era parte de sua fortuna, que carregava costumeiramente. O grosso de seu capital, em ouro e dinheiro, enterrava em vários esconderijos, dentro de botijas. Um desses esconderijos ficava no Raso da Catarina, numa série de locais marcados por ele com o nome das notas musicais cifradas cuidadosamente em mapas que se combinavam e que muito serviram em sua fuga para a Bahia.

Ele entesourava riquezas através de roubos e assaltos. Mas Lampião revelou talento empresarial. Foi, por exemplo, fornecedor de outras quadrilhas. Revendia armas compradas de traficantes comuns, com cem por cento de lucro. Isso criou inclusive uma dependência econômica de alguns chefes de bando inclusive gerando queixas por sua exploração.

O mais exótico empreendimento comercial de Lampião foi a sua entrada no ramo de transportes. Acabou fundando uma companhia de caminhões e automóveis, que lhe deu bons lucros. Fornecia o capital para a compra dos veículos e os sócios cuidavam da administração. Retiravam o necessário para a continuidade da empresa e dividiam o lucro com ele. Muita gente ficou feliz com sua morte pois não tinha nada registrado no papel e apenas seus sócios andavam direitinho, com medo de perderem a vida.

Lampião também empreendeu os famosos  salvo-condutos, transformando esse expediente como altamente rendoso, a ponto dele encomendar ao mascate-cineasta Benjamin Abrão a confecção de centenas de cartões de visitas, usados para esse fim.

Investiu também numa frota de canoas que faziam a travessia do rio São Francisco, usando o mesmo processo de aliciar sócios. Pessoalmente, esses fatos diferenciam Lampião de seu grupo social de origem. Foi um cangaceiro-empresário bem-sucedido.

Mas nada o distingue tanto desse meio, que hipoteticamente tinha nele o representante de sua revolta, como o fato sabido e consagrado de que ele jamais matou alguém realmente importante. Havia um compromisso rigorosamente observado entre cangaceiros e coronéis para que isso não quebrasse o pacto estabelecido entre eles. O deputado Floro Bartolomeu, falando na Câmara Federal, amenizou o cangaço destacando justamente o fato de que não matava gente de "posição":

"...no sertão é raro um homem de posição ser assassinado, mesmo de emboscada, nas estradas desertas; sempre estes fatos ocorrem entre os cabras, cangaceiros ou não, gente que não faz falta." Em pronunciamento na Câmara dos Deputados.

O cumprimento fiel desse pacto, aliado a um terrorismo implacável como meio de controle social, fez de Lampião um bandido de sucesso.


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17 de ago de 2019

AS BOTIJAS DE LAMPIÃO NO RASO DA CATARINA

Por Raul Meneleu - Fonte de pesquisa no final da página

Lampião quando chegou na Bahia, não conhecia ainda o terreno e escondeu provisoriamente seu tesouro na serra do Tonã. 


Enterrou-o em um saco de couro e só mais tarde quando veio a conhecer melhor a região, esconderia definitivamente tal tesouro, no Raso da Catarina, provavelmente dinheiro em cédulas de maior valor*, adotando o mesmo sistema que usara no outro lado do rio São Francisco – botijas enterradas em pontos diferentes para maior segurança.


Segundo a crendice popular, a botija enterrada quando o dono morre, seu fantasma não encontra paz até ser encontrada e desenterrada. Os moradores da região do Raso da Catarina dizem que Lampião galopa constantemente em um cavalo branco, cantando “Mulher Rendeira” por trás dos serrotes, “aperreado” por algumas botijas encontrarem-se ainda enterradas, ele vagueia em noites de lua.


Ainda existe muita gente que sonha com as botijas de Lampião nesse árido e esquisito local. Mas se você for “picado” pela mosca da botija, e queira ir ao Raso da Catarina para encontrar e desenterrar esses tesouros escondidos, não deixe de contratar um guia local e levar muita água, pois a região é inóspita e ainda pode se deparar com os perigos de onças suçuarana e cobras cascavéis em seu caminho.

* Quando Lampião conheceu o Coronel Petronildo de Alcântara, poderoso fazendeiro conhecido por Coronel Petro, apresentado pelo vigário de Glória, o padre Emílio Moura Ferreira, o coronel ficou bastante assombrado com a quantidade de dinheiro que Lampião lhe mostrou, só notas graúdas, afirmando que tinha trazido para a Bahia três coisas: fome, nudez e dinheiro. Como Petro era homem ganancioso, convidou Lampião para investir em sociedade, na compra de fazendas. Lampião satisfeito, passou às suas mãos aquela dinheirama toda.

Fonte: Padre Frederico Bezerra Maciel em seu livro "Lampião, seu tempo e seu reinado" livro 4 A Campanha da Bahia.


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16 de ago de 2019

Livro "Lampião a Raposa das Caatingas"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
franpelima@bol.com.br
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

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14 de ago de 2019

XVI JORNADA CULTURAL DO MUSEU DO SERTÃO

Por Benedito Vasconcelos Mendes

PROGRAMAÇÃO 

Dia 31 de agosto ( sábado)

8:00 horas - Missa de Ação de Graças, celebrada pelo Capelão da Marinha do Brasil no Rio de Janeiro, Padre Agostinho Justino dos Santos.                                 
                                          

9:00 horas- Lançamento do livro “Vivências de um Menino em uma Fazenda Sertaneja”, de autoria do Prof. Benedito Vasconcelos Mendes e abertura pelo Ex-Governador Gonzaga Mota, da Terceira Feira de Livros de Autores Cearenses .         
                                      
9:30 horas - Interpretação do Hino Nacional, do Hino do Museu do Sertão e da Ópera do Baobá, pela Juíza de Direito, escritora e cantora Welma Menezes.                                             

10:00 horas - Apresentação da Acadêmica e cantora Goretti Alves, com acompanhamento do coral infantil da Escola Municipal Leôncio José de Santana, coordenado pelo Professor Erialdo Souza.                         
10:30 horas - Outorgas de Comendas e Diplomas à diversas personalidades, que se destacaram no setores Cultural e Educacional.                                                                                   
ENTREGA DA COMENDA “Alcino Alves Costa” aos pesquisadores do cangaço Wasterland Ferreira Leite e Rangel Alves da
  Costa e ao empresário Antônio Gentil de Souza.                                                                                               
OUTORGA DA COMENDA “Paulo Medeiros Gastão” ao cineasta Aderbal Simões Nogueira, ao turismólogo Jairo Luís Oliveira e às empresárias Maria das Graças Gurgel Gastão e Patrícia Gurgel Medeiros Gastão.                                                                             
OUTORGA DA COMENDA “Rodolfo Fernandes” ao empresário Herbert de Souza Vieira e à escritora Marcela Fernandes de Carvalho, bisneta do Prefeito Rodolfo Fernandes.                                   

11:00 horas - Visita aos pavilhões do Museu do Sertão, guiada pelo Prof. Benedito Mendes e pela pedagoga Susana Goretti Lima Leite.                                                           
12:00 horas - Momento de cultura e lazer.

Enviado pelo autor

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13 de ago de 2019

MESTRE AMAURY, RODEADO DO CARINHO DE SUA FAMÍLIA NO DIA DOS PAIS.


Dia dos pais. A gratidão pela vida, pelos cuidados e pela educação, no sentido mais amplo. Orgulho de ter um pai assim, tão cheio de conhecimento e responsável por uma narrativa histórica significativa. 

Todo o reconhecimento ainda é pouco!


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12 de ago de 2019

14 MINUTOS DE LAMPIÃO


Publicado a 22/04/2012

Este vídeo é uma gravação feita por Benjamin Abrahão com o Lampião em carne e osso. Vídeo histórico (sem áudio) com 4 minutos de cenas inéditas desse que, sem dúvidas, foi um dos mais polêmicos personagens que o Brasil já teve. Este vídeo faz parte da obra "Iconografia do Cangaço", da editora Terceiro Nome, com organização do Ricardo Albuquerque.

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