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23 março 2026

DECADÊNCIA HISTÓRICA

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3384

(FOTO CEDIDA PELO ESCRITOR  JOÃO NETO CHAGAS, O PRIMO VÉI).


A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste.  Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores.   Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.  

A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores:  cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.

Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/decadencia-historica-clerisvaldo-b.html

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3384

(FOTO CEDIDA PELO ESCRITOR  JOÃO NETO CHAGAS, O PRIMO VÉI).


A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste.  Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores.   Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.  

A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores:  cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.

Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.


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Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

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22 março 2026

FIM DO BANDO DE LAMPIÃO - OREI DO CANGAÇO

 Por BNCC

Em 28 de julho de 1938, o bando de Lampião foi cercado na Fazenda Angico, no sertão de Sergipe. Uma tropa de 48 policiais de Alagoas, comandada pelo tenente João Bezerra e munida com quatro metralhadoras Hotkiss, metralhou os 34 cangaceiros presentes. 

Onze morreram ali mesmo, entre eles Lampião e sua companheira, Maria Bonita. Alguns cangaceiros conseguiram escapar. Todos os mortos tiveram suas cabeças cortadas. Maria foi degolada viva. 

O fim dramático do bando de Lampião repercutiu negativamente entre outros cangaceiros e, a partir de então, muitos bandos se desfizeram e alguns se entregaram. 

O cangaço: um fenômeno social 

O cangaço foi uma forma de banditismo peculiar no nordeste brasileiro, vivida por sertanejos pobres que encontravam nessa prática proteção contra a exploração e a fome, ainda que sendo um modo de vida marginal e criminoso. Muitos homens e mulheres ingressaram no cangaço, vagando pelo sertão em busca de dinheiro, comida, armas e munição num espírito de vingança contra o domínio dos latifundiários e o governo. 

Os cangaceiros tinham, muitas vezes, apoio da população mais pobre que lhes fornecia abrigo e informações que os ajudavam a escapar das forças policiais, conhecidas como “volantes”. 

O cangaço ganhou força em resultado das secas mortais de 1877-1878 e atingiu o seu clímax na década de 1920. O primeiro bando de cangaceiros que se tem conhecimento foi o de Jesuíno Alves de Melo Calado, apelidado “Jesuíno Brilhante” que, entre 1871 e 1879, agiu na região entre os estados do Rio Grande do Norte e a Paraíba, até ser morto em uma emboscada. 

Mapa de atuação do cangaço no interior do Nordeste. 

Lampião, o Rei do Cangaço 

O pernambucano Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião (1898-1938) foi o mais bem-sucedido líder cangaceiro da história o que lhe valeu o título de Rei do Cangaço.  Até os 20 anos de idade trabalhou como artesão de couro. Era alfabetizado e usava óculos para leitura, características bastante incomuns para a região sertaneja e pobre onde ele morava. Uma das versões a respeito de seu apelido é que sua capacidade de atirar seguidamente, iluminando a noite com seus tiros, fez com que recebesse o apelido de lampião. 

Lampião entrou para o cangaço junto com mais dois irmãos para vingar a morte do pai em confronto com a polícia. Em 1922, tornou-se líder de bando e, desde então, praticamente todos os estados do nordeste. Atacou fazendas e cidades além de praticar roubo de gado, saques, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações e estupros. Sua passagem causava terror e indignação nos moradores. 

Apesar disso, Lampião e seu bando eram frequentemente protegidos por coiteiros:  fazendeiros, pequenos sitiantes ou mesmo autoridades locais que ofereciam abrigo e alimentos aos bandos por um curto espaço de tempo nos limites de suas terras, facilitando o deslocamento dos cangaceiros pelo Nordeste e sua fuga das forças volantes do Estado. 

Cartaz oferecendo prêmio em dinheiro para quem capturasse Lampião, Bahia, c.1930. 

Em 1926, por ocasião do avanço da Coluna Prestes (1925-1927) na cidade de Juazeiro do Norte, Lampião foi cooptado pelo governo do Ceará para enfrentar e derrotar os homens da coluna. Foi-lhe, então, prometido a patente de capitão da Guarda Nacional, título que Lampião acabou incorporando. 

Em 1929, conheceu, no sertão da Bahia, a jovem Maria Gomes de Oliveira, de 18 anos de idade, chamada desde a infância de Maria de Déa, com quem se casou. Posteriormente, após sua morte, ela viria a ser conhecida como Maria Bonita. Foi a primeira mulher a ingressar no cangaço. 

Em 1936, Lampião e seu cotidiano na caatinga foi fotografado e filmado pelo fotógrafo libanês-brasileiro Benjamin Abrahão Botto. 

O fotógrafo Benjamin Abrahão cumprimenta Lampião, em foto tirada pelo cangaceiro Juriti. Da esquerda para a direita: Vila Nova, não identificado, Luís Pedro, Benjamin Abrahão (à frente), Amoroso, Lampião, Cacheado (ao fundo), Maria Bonita, não identificado, Quinta-Feira. 

O governo Vargas ordena o fim de Lampião e seu bando 

Segundo o historiador Frederico Pernambucano de Mello, “Lampião vivia fora da lei, mas mantinha excelente relacionamento com os poderosos. Era protegido por coronéis e políticos. O governador de Sergipe, Eronildes Ferreira de Carvalho, tinha amizade com Lampião e lhe fornecia armamento e munição”. 

A instalação do Estado Novo, em 1937, pôs fim a essa promiscuidade entre poder público e banditismo. Uma das bandeiras da ditadura era a modernização do país. Nesse novo Brasil, que deixaria de ser agrário para se tornar urbano e industrial, o cangaço era uma mancha a ser apagada. 

Ricardo Westin aponta que o documentário mudo de Benjamin Abrahão Botto foi o pretexto final para por fim ao cangaço. O documentário mostrava ao país a rotina do bando de Lampião na caatinga: cangaceiros alegres, bem vestidos e com joias. Nem pareciam fugitivos. Sentindo-se afrontado, Vargas ordenou aos governadores do Nordeste que parassem de fazer vista grossa e aniquilassem o rei do cangaço. Assim se fez. 

Jornal A Noite noticia a degola de Lampião, 28 de Julho de 1938. 

A morte e a degola de Lampião e seu bando 

No dia 27 de julho de 1938, Lampião e seus homens acamparam na fazenda Angicos, no sertão de Sergipe, esconderijo tido por Lampião como o de maior segurança. Era noite, chovia muito e todos dormiam em suas barracas. Os policiais comandados pelo tenente João Bezerra e sargento Aniceto Rodrigues da Silva chegaram silenciosamente e sequer foram percebidos pelos cães. 

O ataque ocorreu ao amanhecer do dia seguinte. O bando foi pego totalmente desprevenido sem chance de se defender dos tiros das metralhadoras disparados durante cerca de vinte minutos.  Dos 34 cangaceiros presentes, onze morreram ali mesmo. Lampião foi um dos primeiros a morrer. Logo em seguida, Maria Bonita. 

Os policiais degolaram os mortos e apreenderam todo o dinheiro, o ouro e as joias. As cabeças foram salgadas e colocadas em latas de querosene contendo aguardente e cal. Os corpos mutilados e ensanguentados foram deixados a céu aberto, atraindo urubus.

Na cidade de Piranhas, Alagoas, as cabeças foram arrumadas na escadaria da Prefeitura, junto com armas e apetrechos dos cangaceiros, e fotografadas. Seguiram depois para diversas cidades do Nordeste onde foram expostas atraindo muita gente.

As cabeças foram levadas para Salvador, Bahia, permanecendo primeiro na Faculdade de Odontologia da UFBA, e depois Museu Antropológico localizado no prédio do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, em Salvador. As cabeças de Lampião, Maria Bonita e demais integrantes do bando só foram sepultadas em fevereiro de 1969. 

As cabeças dos cangaceiros incluindo Lampião (no primeiro degrau) e Maria Bonita (ao centro, no segundo degrau), fotografadas em Piranhas, Alagoas, 1938. 

O espetáculo mórbido teve efeito: bandidos de outros grupos correram para se entregar, de olho na anistia prometida a quem delatasse companheiros. O último cangaceiro conhecido, Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto), foi derrubado em 25 de maio 1940, em Barra do Mendes, na Bahia. 

Fonte 

PAIVA, Melquíades Pinto. Ecologia do cangaço. Rio de Janeiro: Interciência, 2004 

OLIVIERI, Antonio Carlos. O Cangaço. São Paulo: Ática, 1995. 

DÓRIA, Carlos Alberto. O Cangaço. São Paulo: Brasiliense, 1982. 

ARAÚJO, B. Goytacazes. A Instabilidade Política na Primeira República Brasileira. Juiz de Fora: Ibérica. 2009. 

CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião: O Rei dos Cangaceiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003. 

JASMIN, Élise. Cangaceiros. São Paulo: Terceiro Nome, 2006. 

QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. História do Cangaço. Rio de Janeiro: Global, 1986. 

WESTIN, Ricardo. Combate a Lampião quase entrou na Constituição de 34. Agência Senado, 02.jul. 2018. 

MELLO, Frederico Pernambucano de. Quem foi Lampião. Recife: Stahli, 1993.

Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: https://ensinarhistoria.com.br/linha-do-tempo/fim-do-bando-de-lampiao-o-rei-do-cangaco/ - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues.

https://ensinarhistoria.com.br/linha-do-tempo/fim-do-bando-de-lampiao-o-rei-do-cangaco/

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Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

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21 março 2026

SÃO JOSÉ E A GÊNESE DE BELMONTE

 Por Valdir José Nogueira de Moura

Dizem que as cidades nascem de mapas, de guerras ou de comércio. Mas há aquelas que brotam de um sussurro. São José do Belmonte nasceu assim: entre o cheiro da caatinga e o hálito de uma prece desesperada.

Tudo começou com uma pequenina imagem de São José de Botas trazida de Portugal por um senhor, José Pires Ribeiro. O velho português carregava o santo sob o braço e o nome de sua terra, Belmonte, cravado no peito. Mal sabia ele que estava plantando ali, nas várzeas da Fazenda Inveja, a semente de um destino que floresceria em Pernambuco.

O tempo, esse moinho que tritura gerações, trouxe o ano de 1855. E com ele, veio a Cólera Morbus. O "mal invisível" não pedia licença; entrava pelas frestas das janelas e calava os risos, deixando atrás de si o rastro amargo do luto. Na Fazenda Maniçoba, o segundo José Pires Ribeiro (filho), herdeiro da fé e da terra, viu a morte rondar as porteiras.

Diante da imagem do Santo Operário — o São José que também foi retirante e carpinteiro — o fazendeiro não barganhou ouro. Pediu o fôlego da vida. "Se a morte passar direto", prometeu ele ao céu, "farei deste chão um refúgio". O milagre, então, se fez silêncio: enquanto os sinos das vilas vizinhas dobravam em lamento, na Maniçoba o silêncio era de saúde.

Promessa de sertanejo é escritura lavrada no caráter. Em setembro de 1856, a gratidão virou pedra e cal. José Pires Ribeiro e sua esposa, Antônia Teodora d’Assunção, entregaram a terra ao santo. Sob o comando de Frei Cassimiro, o povoado de Belmonte ergueu-se, unindo o Reino de além-mar à poeira do Pajeú.

O fundador partiu em 1862, mas não foi embora. Ele se deixou ficar, sepultado sob o chão da própria Igreja Matriz que ajudou a erguer. Tornou-se, literalmente, o alicerce da cidade.
Hoje, 169 anos depois, quem caminha por Belmonte talvez não sinta o peso daquela antiga angústia, mas pisa em solo sagrado por uma promessa. A pequena imagem de São José continua lá, com suas botinhas gastas pela memória, vigiando um povo que aprendeu, desde o berço, que o milagre mora na coragem de acreditar quando tudo em volta é desolação.
Viva São José!
Viva São José do Belmonte!
Valdir José Nogueira de Moura

https://www.facebook.com/photo/?fbid=26358512193781827&set=a.144216698971401

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Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

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20 março 2026

QUEM M4TOU BENJAMIN ABRAHÃO (O ÚNICO HOMEM A CONSEGUIR FILMAR O BANDO DE LAMPIÃO).

  Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=Wj0-6vs5Xk4&t=5s

Conheça a vida e morte de Benjamin Abrahão Callil Botto, o sírio-libanês que conseguiu filmar o cotidiano de Lampião e seus cangaceiros. veja quem são seus possíveis assassinos...

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

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Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

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DECADÊNCIA HISTÓRICA

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3384 (FOTO CEDIDA PELO ESCRITOR    JOÃO NETO CHAGAS...