Por Abdias Filho
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por Abdias Filho
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Clerisvaldo B. Chagas, 26 de março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3387
Numa época em que não havia ainda o desenvolvimento de hoje, uma das diversões do sertanejo era frequentar o Fórum local para ouvir os debates entre promotor e advogado. Quando o defensor era muito fraco, também servia de diversão, pois, não empolgava a plateia na causa, mas as suas fraquezas eram motivos de risos entre os presentes, até porque o próprio promotor às vezes, propositadamente, dirigia essas fraquezas de modo disfarçado à multidão. Entretanto, em Santana do Ipanema, o espetáculo máximo era entre o advogado Aderval Tenório e o promotor Fernando Sampaio. (Digo Sampaio sem certeza). Olhem que estamos falando sobre os anos 60 em solo alagoano e sertanejo. E era uma verdadeira frustração para a plateia quando eram outros os atores.
O dr. Aderval Tenório com voz cheia, poderosa e muita sabedoria na profissão, dificilmente perdia uma causa. Porém, o defensor público não era nenhum amador e era o único que reagia à altura às investidas demolidoras de Aderval. É certo que não possuía voz como a do advogado, mas a segurança no que estava dizendo sempre ganhava respeito e admiração de todos. Aderval era casado com dona Déa, que fora professora de desenho no Ginásio Santana. Doutor Fernando, tinha uma bela esposa chamada Marta. E nós só víamos dona Marta, no estreito/janela da porta da rua. Morava perto do cine-Glória, na avenida Coronel Lucena.
O Fórum de Santana do Ipanema, eu o alcancei primeiro, funcionando no Comércio no chamado “sobrado do meio da rua”, funcionou ainda numa casa tipo colonial defronte ao cine-Glória, no Prédio da antiga Empresa de Luz, hoje, Câmara de Vereadores, na Avenida Nossa Senhora de Fátima. Somente passou a funcionar de forma definitiva e com sede própria no Governo Marcos Davi, quando foi inaugurado à margem da BR-316, com o nome de Hélio Cabral. Acho que as multidões que costumavam preencher as salas de Fóruns, passaram a desviar os interesses para as formas mais modernas de ocupação de tempo. Não conhecemos, entretanto, um livro sobre os Fóruns e os debates travados no Sertão do Século XX.
https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/os-debates-clerisvaldo-b.html
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por Aderbal Nogueira
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por Rostand Medeiros
Sempre que procuro notícias antigas sobre o nosso Rio Grande do Norte em arquivos digitais de jornais estrangeiros, basicamente encontro reportagens sobre a passagem de heroicos aviadores que vinham do outro lado do Atlântico, ou sobre a II Guerra e Parnamirim Field. Mas existe uma notícia que volta e meia aparece nesses jornais e que me chama muita atenção. É sobre o assassinato do engenheiro agrônomo Octavio Lamartine, filho do governador Juvenal Lamartine e morto covardemente por policiais do governo Mário Câmara em 13 de fevereiro de 1934. Esse sangrento e covarde episódio ocorreu na Fazenda Ingá, em Acari, Seridó. A nota que trago é de um jornal italiano.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=871148795959581&set=a.106853839055751
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por Valdir José Nogueira de Moura
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3384
A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste. Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores. Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.
A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores: cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.
Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.
https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/decadencia-historica-clerisvaldo-b.html
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3384
A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste. Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores. Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.
A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores: cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.
Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.
https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/decadencia-historica-clerisvaldo-b.html
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por Abdias Filho Lídia Pereira de Souza caiu na lábia do cangaceiro e concordou em fugir com ele na escuridão da madrugada. Lídia é consid...