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30 março 2026

ILUSÃO E VAIDADE

 Por Abdias Filho

Lídia Pereira de Souza caiu na lábia do cangaceiro e concordou em fugir com ele na escuridão da madrugada.

Lídia é considerada até hoje como a mais linda das cangaceiras. Sua beleza não deixou nenhum registro fotográfico, mas familiares disseram décadas atrás que sua irmã Francelina era muito parecida com ela.

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

28 março 2026

OS DEBATES

 Clerisvaldo B. Chagas, 26 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3387

 



Numa época em que não havia ainda o desenvolvimento de hoje, uma das diversões do sertanejo era frequentar o Fórum local para ouvir os debates entre promotor e advogado. Quando o defensor era muito fraco, também servia de diversão, pois, não empolgava a plateia na causa, mas as suas fraquezas eram motivos de risos entre os presentes, até porque o próprio promotor às vezes, propositadamente, dirigia essas fraquezas de modo disfarçado à multidão. Entretanto, em Santana do Ipanema, o espetáculo máximo era entre o advogado Aderval Tenório e o promotor Fernando Sampaio. (Digo Sampaio sem certeza). Olhem que estamos falando sobre os anos 60 em solo alagoano e sertanejo. E era uma verdadeira frustração para a plateia quando eram outros os atores.

O dr. Aderval Tenório com voz cheia, poderosa e muita sabedoria na profissão, dificilmente perdia uma causa. Porém, o defensor público não era nenhum amador e era o único que reagia à altura às investidas demolidoras de Aderval. É certo que não possuía voz como a do advogado, mas a segurança no que estava dizendo sempre ganhava respeito e admiração de todos. Aderval era casado com dona Déa, que fora professora de desenho no Ginásio Santana. Doutor Fernando, tinha uma bela esposa chamada Marta. E nós só víamos dona Marta, no estreito/janela da porta da rua. Morava perto do cine-Glória, na avenida Coronel Lucena.

O Fórum de Santana do Ipanema, eu o alcancei primeiro, funcionando no Comércio no chamado “sobrado do meio da rua”, funcionou ainda numa casa tipo colonial defronte ao cine-Glória, no Prédio da antiga Empresa de Luz, hoje, Câmara de Vereadores, na Avenida Nossa Senhora de Fátima. Somente passou a funcionar de forma definitiva e com sede própria no Governo Marcos Davi, quando foi inaugurado à margem da BR-316, com o nome de Hélio Cabral. Acho que as multidões que costumavam preencher as salas de Fóruns, passaram a desviar os interesses para as formas mais modernas de ocupação de tempo.  Não conhecemos, entretanto, um livro sobre os Fóruns e os debates travados no Sertão do Século XX. 


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/os-debates-clerisvaldo-b.html

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27 março 2026

80 ANOS ANGICO

  Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=c5nxaMHADJk

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Vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico

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26 março 2026

SOBRE AVIADORES...

 Por Rostand Medeiros

Sempre que procuro notícias antigas sobre o nosso Rio Grande do Norte em arquivos digitais de jornais estrangeiros, basicamente encontro reportagens sobre a passagem de heroicos aviadores que vinham do outro lado do Atlântico, ou sobre a II Guerra e Parnamirim Field. Mas existe uma notícia que volta e meia aparece nesses jornais e que me chama muita atenção. É sobre o assassinato do engenheiro agrônomo Octavio Lamartine, filho do governador Juvenal Lamartine e morto covardemente por policiais do governo Mário Câmara em 13 de fevereiro de 1934. Esse sangrento e covarde episódio ocorreu na Fazenda Ingá, em Acari, Seridó. A nota que trago é de um jornal italiano.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=871148795959581&set=a.106853839055751

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25 março 2026

ONDE O ALTAR VENCEU O CHUMBO.

 Por Valdir José Nogueira de Moura

​Era o ano de 1892 e o tempo em São José de Belmonte parecia ter parado para ver o sangue correr. A Vila, recém-nascida da emancipação, já carregava no colo o peso de dois nomes que não cabiam na mesma rua: Carvalho e Pereira. O poder, essa moeda gasta entre coronéis, havia se tornado uma promessa de fogo. O ar, denso de pólvora invisível, vibrava com a sentença do coronel Cazuzinha da Cachoeira (José Sebastião Pereira da Silva): a Intendência só seria entregue se o recibo fosse escrito em chumbo.
​O mapa do ódio dividia o chão. À direita da Matriz, o mundo pertencia aos Pereiras; à esquerda, o horizonte era dos Carvalhos. No meio, o silêncio de uma vila que se escondia atrás das tramelas, enquanto jagunços de Flores, liderados pelo valente Basílio Quidute e Floresta, liderados pelo famoso Enoch Pires, chegavam com o ferro na cintura e a morte no olhar.
​Nesse cenário de tragédia anunciada, uma imagem desafiou a lógica da guerra. O coronel Antônio Pires Brandão, líder da família Carvalho, cavalgava pela estrada da Várzea, trazendo na garupa a pequena Donana, uma flor de cinco anos em meio aos espinhos do conflito. No portal de casa, a voz da matriarca Rita Rosa de Jesus ecoava como um trovão de honra: “Entra, meu filho! Prefiro recolher teus pedaços em uma bacia a ver um covarde na família.” O pavio estava aceso. O sertão esperava o primeiro estampido.
​Mas o destino, às vezes, viaja em lombo de cavalo e veste batina. No horizonte de poeira, surgiu um vulto solitário. Um padre, pequeno na estatura mas gigante na aura, atravessou a linha invisível que separava os bacamartes. Ao apear no Cruzeiro, diante da Igreja, o visitante não pediu licença ao medo; ordenou ao sacristão que o sino falasse.
​O bronze dobrou fora de hora, rasgando o meio-dia e chamando a alma do povo. O homem de preto não era um estranho: era Cícero Romão, o profeta do Juazeiro. Com o olhar que acalmava tempestades e a voz que domava vaqueiros, ele intimou os donos da terra. Entre o altar e o povo, o Padre costurou com fios de fé o que o ódio queria rasgar.
​Naquela tarde, em Belmonte, o milagre não foi o sol parar, mas os dedos se afastarem dos gatilhos. Celebrou-se a missa, firmou-se a concórdia, e as armas, envergonhadas pela luz do Evangelho, voltaram para o escuro das fazendas. O "Padim" partiu sob o sol poente, deixando uma Vila que descobriu, por um breve e sagrado momento, que a paz é o único terreno onde a honra realmente floresce.
Valdir José Nogueira de Moura
São José do Belmonte, em 24 de março de 2026, 182 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista, o "Padim Ciço".

https://www.facebook.com/photo?fbid=26415413554758357&set=a.144216698971401

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Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

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23 março 2026

DECADÊNCIA HISTÓRICA

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3384

(FOTO CEDIDA PELO ESCRITOR  JOÃO NETO CHAGAS, O PRIMO VÉI).


A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste.  Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores.   Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.  

A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores:  cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.

Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/decadencia-historica-clerisvaldo-b.html

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Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

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Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3384

(FOTO CEDIDA PELO ESCRITOR  JOÃO NETO CHAGAS, O PRIMO VÉI).


A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste.  Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores.   Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.  

A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores:  cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.

Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.


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Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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  Por Abdias Filho Lídia Pereira de Souza caiu na lábia do cangaceiro e concordou em fugir com ele na escuridão da madrugada. Lídia é consid...