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25 março 2026

ONDE O ALTAR VENCEU O CHUMBO.

 Por Valdir José Nogueira de Moura

​Era o ano de 1892 e o tempo em São José de Belmonte parecia ter parado para ver o sangue correr. A Vila, recém-nascida da emancipação, já carregava no colo o peso de dois nomes que não cabiam na mesma rua: Carvalho e Pereira. O poder, essa moeda gasta entre coronéis, havia se tornado uma promessa de fogo. O ar, denso de pólvora invisível, vibrava com a sentença do coronel Cazuzinha da Cachoeira (José Sebastião Pereira da Silva): a Intendência só seria entregue se o recibo fosse escrito em chumbo.
​O mapa do ódio dividia o chão. À direita da Matriz, o mundo pertencia aos Pereiras; à esquerda, o horizonte era dos Carvalhos. No meio, o silêncio de uma vila que se escondia atrás das tramelas, enquanto jagunços de Flores, liderados pelo valente Basílio Quidute e Floresta, liderados pelo famoso Enoch Pires, chegavam com o ferro na cintura e a morte no olhar.
​Nesse cenário de tragédia anunciada, uma imagem desafiou a lógica da guerra. O coronel Antônio Pires Brandão, líder da família Carvalho, cavalgava pela estrada da Várzea, trazendo na garupa a pequena Donana, uma flor de cinco anos em meio aos espinhos do conflito. No portal de casa, a voz da matriarca Rita Rosa de Jesus ecoava como um trovão de honra: “Entra, meu filho! Prefiro recolher teus pedaços em uma bacia a ver um covarde na família.” O pavio estava aceso. O sertão esperava o primeiro estampido.
​Mas o destino, às vezes, viaja em lombo de cavalo e veste batina. No horizonte de poeira, surgiu um vulto solitário. Um padre, pequeno na estatura mas gigante na aura, atravessou a linha invisível que separava os bacamartes. Ao apear no Cruzeiro, diante da Igreja, o visitante não pediu licença ao medo; ordenou ao sacristão que o sino falasse.
​O bronze dobrou fora de hora, rasgando o meio-dia e chamando a alma do povo. O homem de preto não era um estranho: era Cícero Romão, o profeta do Juazeiro. Com o olhar que acalmava tempestades e a voz que domava vaqueiros, ele intimou os donos da terra. Entre o altar e o povo, o Padre costurou com fios de fé o que o ódio queria rasgar.
​Naquela tarde, em Belmonte, o milagre não foi o sol parar, mas os dedos se afastarem dos gatilhos. Celebrou-se a missa, firmou-se a concórdia, e as armas, envergonhadas pela luz do Evangelho, voltaram para o escuro das fazendas. O "Padim" partiu sob o sol poente, deixando uma Vila que descobriu, por um breve e sagrado momento, que a paz é o único terreno onde a honra realmente floresce.
Valdir José Nogueira de Moura
São José do Belmonte, em 24 de março de 2026, 182 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista, o "Padim Ciço".

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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