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12 julho 2020

ASSASSINATO DO SARGENTO ANICETO



A morte de um dos líderes da Força Policial Volante alagoana, que participou do ataque ao bando de Lampião na manhã de 28 de julho de 1938 em Angico. Morto por três pistoleiros no dia 12 de maio de 1959 na pequena Mundaú-Mirim no município de União dos Palmares no estado de Alagoas. Embora não tenha participado ativamente do ataque ao bando, João Aniceto Rodrigues dos Santos o conhecido "Sargento Aniceto" foi peça fundamental na trama que culminou na morte do maior cangaceiro de todos os tempos e parte de seu bando. Um homem que teve seu nome envolvido em diversos crimes e assassinatos, segundo a justiça e os jornais da época. Nesse documentário trago de forma narrada algumas matérias que foram publicadas pelo Jornal "Dário de Pernambuco" entre os dias 13 e 17 de maio de 1959, onde é abordado o passo a passo do assassinato do militar. Matéria inédita. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. 

Forte abraço! Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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09 julho 2020

CHICO MARANHÃO - O FAMOSO ( SINHÔ PEREIRA ) O HOMEM QUE COMANDOU O LAMPIÃO

Por Cultura de Lagoa Grande MG



Em meados da década de 1920, alguns ex-cangaceiros, entre eles um dos mais afamados e temíveis representantes do movimento, pisaram em solo patense. Era ele, nada mais e nada menos, do que o mentor de Virgulino Ferreira da Silva, o afamado e terrível Lampião. Trata-se de Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira), nascido em Vila Bela-PE (Serra Talhada) no dia 20 de janeiro de 1896. Entrou para o cangaço no intuito de vingar a morte de um irmão, com a aquiescência da família, em 1916, tornando-se um de seus maiores e cruéis expoentes. Um dia recebeu em seu grupo o jovem Lampião, a quem ensinou todos os segredos da decantada guerrilha social na Caatinga. Quando, em 1922, resolveu abandonar a vida de cangaceiro, antes de partir para Davinópolis-GO, deixou o comando nas mãos do pupilo.

Após rodar por várias regiões goianas ele acabou aportando em Patos sem ainda o “de Minas” com alguns de seus colegas. Por aqui, o afamado forasteiro adotou vários nomes e acabou tendo como protetor um dos chefes políticos mais poderosos da região, Cel. Farnese Dias Maciel. Por que ou qual o motivo suscitou a vinda de Sinhô Pereira e outros ex-cangaceiros daquelas lidas cizânicas da Caatinga? Qual o interesse tinha Farnese ao acolhê-los? Coincidência ou não, a época era de altíssima beligerância política entre as famílias Borges e Maciel, um ódio mútuo entre os dois representantes da elite patense que nos proporcionou cenas de extrema violência¹.

Muito provavelmente a pequena população patense da época sabia o porquê o Cel. Farnese adotara aqueles homens, mas não se sabe qual a reação dos simpatizantes do lado Maciel. Quanto ao lado Borges, inevitavelmente houve demasiado descontentamento. Em meio aos imbróglios políticos entre as duas famílias, houve uma tumultuada eleição em março de 1928. Foi instalada na Câmara Municipal uma das quatro seções eleitorais da Cidade. Deiró Eunápio Borges Júnior em seu livro “De Deiró a Deiró − Memórias de um Menino de Recados”, relata:

Então o presidente da seção única instalada, Diniz de Medeiros Diniz, cercado e apoiado por indivíduos mal-encarados, jagunços, quatro dos célebres maranhenses, inclusive o de nome Florentino Araújo, que no momento do tumulto sacou de uma arma e foi desarmado por um investigador, não se lembrando o autor se se encontrava no recinto o Francisco Araújo, Chico Maranhão, Chico Piauí, Sebastião Pereira ou Sinhô Pereira, que comandara Lampião e seu bando e por muito tempo “teve fama de ser o terror do Nordeste” e informa que, após andarem por seca-e-meca, vieram para Minas − para Patos − “sempre procurando paz” (Mirabile dictu!) sob a proteção do Cel. Farnese Dias Maciel (Rev. Manchete de 13/08/77).

Sinhô Pereira se adaptou muito bem aos ares patenses. Aproveitando a vastidão do sertão mineiro e as dificuldades de comunicação na região, que não só prejudicavam o desenvolvimento econômico, como facilitavam se manter escondido, Sinhô envia uma carta para Lampião, provavelmente nos idos das eleições citadas acima, chamando-o para vir a Minas Gerais. A carta animou Lampião, apesar de ele não ter respondido. E ele estava decidido a vir, quando afirmou a Manoel Félix, um de seus coiteiros²: Nós vamos roubar no estado de Minas Gerais. O negócio lá vai ser pesado. Quem quiser ir, vai. Quem não quiser, fica. Estou fechando minhas contas por aqui e cuidando de ajuntar cem homens. Felizmente, Lampião não veio.

Fato é que Sinhô Pereira e seus amigos estiveram, como jagunços, sob as ordens do Cel. Farnese Dias Maciel na guerra política entre as famílias. Só não se sabe o quantitativo de suas ações, o que eles produziram para o bem ou para o mal em prol de seu protetor e principalmente por quanto tempo ficaram por aqui. Certo é que um dia Sinhô Pereira cansou de ser cangaceiro na Caatinga. Certo é que um dia Sinhô Pereira cansou de ser jagunço em Patos, e resolveu dar um fim a essa vida desgranhenta, ancorando-se no anonimato no então Distrito de Lagoa Grande, na época pertencente ao Município de Presidente Olegário³. Quanto aos demais, não há informações confiáveis sobre quais e quantos eram na totalidade e ainda sobre o destino de cada um deles.

Na pequena vila, ninguém sabia quem era Sinhô Pereira, conhecido simplesmente como Francisco ou Chico Maranhão, dono de uma farmácia e capaz de dar um bom conselho a respeito de doenças. Ao seu lado, a neta e vários bisnetos. Na farmácia de Sinhô Pereira, também funcionou uma agência de correio. Em 21 de agosto de 1979, esquecido na pequena comunidade, findou-se a vida de Sebastião Pereira da Silva, o Sinhô Pereira, um dos mais atarantados representantes do Cangaço, mentor de Lampião, e que faz parte da História de Patos de Minas.

Raul Sausmikat, residente em Belo Horizonte e sobrinho-neto de Sinhô Pereira, comenta:

Sou descendente de cangaceiros que foram morar em Patos de Minas (devo dizer que não tenho orgulho desta condição). O Florentino tem um filho que trabalha aqui em Belo Horizonte na Radio Itatiaia (José Lino Souza Barros). Eu sou sobrinho neto do Sinhô Pereira, irmão do Quincas, que também morava em Lagoa Grande. O Quincas Maranhão era casado com minha avó Lica Maranhão, mãe de minha mãe, que morava até sua morte na Rua Juca Mandú, n.º 47. Sinhô Pereira está enterrado em Lagoa Grande.


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29 junho 2020

INFELIZ CHICO PEREIRA!

Por José Mendes Pereira
Colorizado pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Diz o pesquisador e colecionador do cangaço Dr. Ivanildo Alves da Silveira que Chico Pereira foi um dos homens mais destemidos do sertão paraibano, que fez justiça com as suas próprias mãos. Quando foi julgado pela morte do assassino do seu pai foi absolvido em júri popular, lá no Estado da Paraíba. Mas infelizmente, ele foi injustamente acusado pelas autoridades de um crime que não cometeu no Estado do Rio Grande do Norte. 

Apesar de sempre cair em falha contra as autoridades e geralmente era apadrinhado pelo governador da Paraíba mesmo assim, após as acusações foi trazido para o nosso Estado, e aqui entregue à justiça para ser julgado e na sequência misteriosamente assassinado. 

Clique no link para ver a família Pereira Dantas:

No período em que Francisco Pereira Dantas foi morto já havia completado vinte e oito anos de idade. Dona Maria Egilda sua mãe não teve pelo menos o desprazer de enterrar o seu filho, tendo recebido orientação do advogado da família Doutor João Café Filho, fazendo grande alerta aos familiares do cangaceiro que não fossem pisar em terras do Estado do Rio Grande do Norte, para ser apanhado como vingança por parte das autoridades que chacinaram o cangaceiro Chico Pereira. 

Diz ainda o Doutor Ivanildo Silveira que a tragédia continuou com o assassinato inesperado do irmão de Chico Pereira o Aproniano. E a morte do outro irmão, Abdon, que estudava medicina no Rio de Janeiro e faleceu de tuberculose. 

Conversas entre os dentes diziam que os mandantes da morte do coronel João Pereira, o pai de Chico Pereira eram pessoas importantes da sociedade de Sousa. Um deles, um senhor que era destacado cidadão de nome Otávio Mariz. Dos quatro filhos do coronel João Pereira o único que sobreviveu e viveu muito foi o Abdias que veio a falecer no dia 28 de julho de 2004, com cento e três anos de idade. 

Como dizia o escritor Alcino Alves Costa: 
“Minhas inquietações”. 

1 - Se analisarmos cuidadosamente é provável e óbvio que o Dr. Café Filho não participou da tragédia do cangaceiro Chico Pereira, mas com certeza, muito antes deste dia, ele já sabia da trama dos militares, e tinha razão de não ficar contrário às autoridades policiais da época. 

2 - Se Café Filho achava que o seu cliente poderia ser morto naquele dia como foi que ele tomou conhecimento, se não era detetive, psicólogo ou outra coisa parecida? 

3 - Se ele iria no seu automóvel atrás da escolta para acompanhar o seu cliente, por que lhe causaria tanto medo assim? 

4 - Qual o motivo da Dona Maria Egilda a mãe de Chico Pereira ser alvo dos militares, se ela tivesse ido apanhar o cadáver do seu filho, já que o verdadeiro marginal era ele, e não ela? 

Desculpa-me Café Filho, mas o senhor conhecia bem o malabarismo dos policiais. No meu entender, o senhor estava sabendo de toda trama. Essa é que é a verdade. E sendo advogado, saiu-se muito bem, obrigado!

José Mendes Pereira – Mossoró-RN.
Fontes de pesquisas: Ivanildo Alves da Silveira, Romero Cardoso e Wolney Liberato.

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21 junho 2020

2ª EDIÇÃO FLORO NOVAIS HERÓI OU BANDIDO?


Mais um livro na praça: FLORO NOVAIS: Herói ou Bandido? De Clerisvaldo B. Chagas & França Filho. Este livro estará disponível a partir de amanhã no Cariri Cangaço São José do Belmonte e segunda feira dia 15/10 Para todo Brasil. 

Preço a combinar com Francisco Pereira Lima - 124 páginas. 

Franpelima@bol.com.br 
e fplima1956@gmail.com 
e Whatsapp 83 9 9911 8286.

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16 junho 2020

JOSÉ CORDEIRO

Por Aderbal Nogueira - Cangaço

José Cordeiro foi um dos combatentes das trincheiras de Mossoró, durante a tentativa de invasão do bando de Lampião.



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15 junho 2020

HOMENAGEM AO PROFESSOR ANTONIO AMAURY

Por Adalto Silva

É com muita satisfação que volto a disponibilizar essa homenagem que fiz ao Professor Antonio Amaury, que por motivo alheio a minha vontade foi retirado do youtube... Mas está aí, o mais abnegado pesquisador da história do cangaço, merece muito mais que esta singela homenagem.


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NOSSOS LEITORES E LEITORAS... COMUNICO PARA OS AMIGOS E AMIGAS NÃO ABANDONAREM O NOSSO BLOG.

  Por José Mendes Pereira Até sábado próximo vindouro eu irei parar uns dias as postagens, mas não pensem que eu estou desistindo do cangaço...