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Por João Filho de Paula Pessoa
A Fama de Lampião e de seus assombros nos sertões nordestinos era notícia em todo o Brasil. Em 1931 surgiu no Estado do Rio de Janeiro um oficial do exercito, o Cap. Aviador Carlos Chevalier, que anunciou um plano mirabolante para liquidar Lampião, seu plano consistia em invadir o Nordeste brasileiro com equipamentos sofisticados, canhões, metralhadoras, um grande contingente de homens por terra e ele pelo céu, num avião. Com isto, ganhou os holofotes da imprensa, passou a dar uma série de entrevistas e divulgar seu plano de invadir o Nordeste e capturar Lampião, apresentava seu plano como infalível e já contando vitória. Afirmava que lideraria a missão pelo céu, num avião do exército, modelo 1930, e que desta forma, não havia como Lampião escapar. No entanto, foram passando os dias, as semanas e os meses, e o capitão aviador ainda continuava no Rio de Janeiro dando entrevistas, até que este silenciosamente desapareceu da vista de todos, circulou informações na imprensa que o Governo Federal não apoiou seu plano e não disporia recursos financeiros para aquela espetaculosa empreitada, pois além de ser de um custo elevadíssimo, não havia nenhuma garantia de êxito e ainda o Capitão Aviador e pretenso herói, era acusado de falcatruas em sua carreira. Assim, a pretensão de combater Lampião e vence-lo com um avião não passou de um devaneio extravagante, de um plano imaginário e lunático por parte de alguém que sequer conhecia o Sertão Nordestino, muito menos o Cangaço e sua capacidade.
João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce., 14/10/2020.
Obs: Nossos Contos também são contados em vídeos no YouTube - Canal Contos do Cangaço. https://www.youtube.com/channel/UCAAecwG7geznsIWODlDJBrA
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Por Kydelmir Dantas
Um presente pra lá de especial, recebi neste dia 06/09 pp. O livro biográfico sobre SIVUCA, ora sub-júdice. Um verdadeiro passeio pela história e a memória musical do Brasil, Portugal, França, USA e outros lugares onde o GÊNIO DA SANFONA foi reconhecido através de sua musicalidade.
A autora - Flávia Barreto - foi de uma sensibilidade especial para com o roteiro humano e musical do biografado; desde Itabaiana (1930) até a capital paraibana (2016) ela mostrou a carreira musical triunfante de SEVERINO DIAS DE OLIVEIRA, o instrumentista, compositor, arranjador e...
MAGNÍFICO SIVUCA, MAESTRO DA SANFONA. Afirmo que: "A proibição de uma obra deste quilate é um crime contra a memória e a história musical do Brasil e do Mundo. Quem gosta da música de qualidade não pode ser prejudicado por falta deste conhecimento." (Kydelmir Dantas, 10/10/2020).
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Por José Mendes Pereira
Por José Mendes Pereira
Clerisvaldo B. Chagas, 7 de outubro de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.395
Com o mundo dos circos em alta e pouquíssimas diversões na cidade, a chegada de um deles agitava toda uma população, Em Santana do Ipanema, o circo era armado onde hoje estar implantado o Mercado de Cereais, no Bairro Monumento. Posteriormente os circos ficavam armados por trás da Delegacia de Polícia no lugar Aterro. Havia no local uma árvore centenária com uma casa ao lado de uma senhora branca, alta, cara enrugada, irritadíssima e “boca porca” chamada Mirindão. Apesar dos nossos apelos literários e ecológicos, o então, prefeito Paulo Ferreira amolou o machado na árvore de Mirindão. Os circos, geralmente distribuíam brindes (ingressos) com autoridades e gente de influência. Logo cedo, o palhaço perna de pau estava nas ruas acompanhado pela criançada com tinta preta nos braços como senhas para o espetáculo noturno. E quando não era o perna de pau, era o palhaço montado num jegue, virado para trás e megafone à mão.
“Peguei na aba do meu chapéu...” E a meninada respondia atrás: “Mulher buchada não vai pra o céu...”
O circo era grande espaço cultural. Além do espetáculo propriamente dito, apresentava ainda a segunda parte denominada: drama. Peça teatral muito bem encenada que chegava até arrancar lágrimas de muita gente. Alguns adolescentes sem dinheiro costumavam “maiá”, na linguagem deles, significava burlar a vigilância, passa sem ser notados pelas cerca de arame e entrar por baixo da lona, saindo em baixo do poleiro. Vez em quando eram flagrados pelos do circo.
Pois bem, um sujeito não perdia espetáculo. Mostrava um belo cartão ao porteiro com o nome IMPRENSA e entrava sem ser importunado. Um dia, porém, o porteiro estava com um mau humor terrível e indagou abusado: “O senhor é o quê? Repentista, comunista, jornalista ou o que peste é?
E o cabrão, fazendo trejeitos com a cara mais sem-vergonha do mundo, respondeu: “Eu mando imprensar, bobagem! Como você não imprensa, eu entro”.
Mas o progresso que derrubou teatros, bailes e folclore, também não deixou escapar o circo de uma permanente e mortal rasteira de validade.
Por José Mendes Pereira Até sábado próximo vindouro eu irei parar uns dias as postagens, mas não pensem que eu estou desistindo do cangaço...