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02 maio 2021

CABEÇA DE LAMPIÃO

 Por Wesley Ferreira da Silva 


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30 abril 2021

LIVRO CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO

A recomendação bibliográfica de hoje: 
CORISCO: A Sombra de Lampião, de Sérgio Augusto S. Dantas. 
Um excelente livro sobre essa figura emblemática do Cangaço. 

franpelima@bol.com.br e 
whatsapp 83 9 9911 8286.

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29 abril 2021

ENTREVISTA DO CANGACEIRO “ COBRA VERDE “..

 

ENTROU NO CANGAÇO PARA GANHAR UNS “ COBRES “, E, NA MADRUGADA DO TIROTEIO EM ANGICO, FOI BUSCAR O LEITE....!

Fonte: A Noite ( edição ..14/11/ 1938 )

COBRA VERDE tem apenas 21 anos de idade , segundo nos declarou...Há dois anos e 10 meses que é cangaceiro. Natural de Piranhas-AL, fazia parte do grupo de Moreno. O primeiro combate que teve foi no povoado Navio, com a força do sargento Negrinho.

Perguntamos a ele por que abandonou a vida pacata da cidade para viver como bicho na caatinga, ao que ele respondeu, em sua própria linguagem : “ Eu era operário da Fábrica da Pedra e ganhava de dez a quatorze mil réis por semana . Era um aperreio para mim, rapaz novo e que queria viver limpo como os outros . Era muito injustiçado na vida. Por isso resolvi ser bandido para ver se arranja uns cobres. Achei boa a vida. Cheguei a possuir dois contos de réis, fora o “ ouro “ . Conta que nunca maltratou alguém, e que vivia no cangaço só para arranjar “ uns cobres “. Disse que fez diversos saques, alguns com Luiz Pedro. No último apresentou aos bandidos, apenas nove contos de réis, escondendo o resto. O chefe era muito bom , mas era muito sabido.

Declarou-nos, ainda, que esteve no Combate de Angico ( quando morreu Lampião ). Não dentro do cerco, mas fora porque fora buscar LEITE muito cedo para a tropa, a mandado do Capitão. Quando foi chegando no coito viu a bagaceira ( tiroteio ) de longe, saiu correndo para a Fazenda Cuiabá onde encontrou Balão e outros que, igualmente, haviam fugido do tiroteio. – O Grupo – continua- era composto de 42 homens e 07 mulheres . Com a morte de Lampião esfacelou-se o cangaceirismo no nordeste , porque era o “ chefe “ que fornecia e dava ordens a todos os grupos de cangaceiros.

O desejo de COBRA VERDE é trabalhar honestamente. Não quer voltar para o sertão.

OBS:

1-Abaixo, foto de COBRA VERDE, por ocasião das entregas dos cangaceiros à polícia.

2- Foto, autor desconhecido..

3- Local da foto: Quartel da polícia em Santana do Ipanema-AL

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28 abril 2021

A CASA DOS SILÊNCIOS

  *Rangel Alves da Costa

Uma casa. Portas fechadas, janelas encostadas, silêncios. Pelas frestas, uma visão de penumbra, de tristeza e de desalento.

Uma casa. Na paisagem parecendo um mundo esquecido. Cores desfeitas pelo tempo. Endereço sem visitantes. Uma visão de inexistência de tudo.

Uma casa. Sua existência se resume à presença no meio do tempo. Um caminho que chega até seus arredores. Uma estrada que vai seguindo adiante.

Uma casa assim. Ou duas casas assim. Um monte de casas assim aqui tão perto ou nas lonjuras do mundo. Casas assim e que parecem nunca serem avistadas.

Muita casa assim nos beirais das estradas, nos vultos por dentro das matas, no além-porteiras e além quase tudo. Os olhares avistam, porém nunca encontram presenças.

Ao primeiro olhar, parecendo até mesmo uma casa sem ninguém lá dentro ou mesmo abandonada. Logo se imagina que a família partiu, fechou porta para nunca mais voltar.

Em seu interior, contudo, vidas silenciosas gritam seus instantes de distanciamento de quase tudo. Nas suas entranhas, as vidas reclusas nas solidões e ao querer dos velhos calendários na parede.

Geralmente pessoas envelhecidas, mas também vidas ainda jovens em seus melancólicos e aflitivos percursos cotidianos. Não significa a inexistência de parentes, de amigos e conhecidos.

Muitas vezes são muitos, mas só da porta pra fora. Em muitas situações, nem mesmo as famílias se fazem presentes perante aqueles que vivem como em contínuo abandono.

De vez em quando a porta da frente é semiaberta para então surgir uma feição sem sorriso, sem brilho no olhar, sem alegria.

De vez em quando, a janela é aberta para o sol entrar e alimentar as folhas secas da solidão. Como vivem e o que fazem tais pessoas em seu mundo tão recluso e entristecido?

São pessoas comuns, são históricos de vida cabíveis em qualquer livro. Mas também são pessoas que vivem em diferenciado mundo, e muitas vezes imposto pelos demais.

Os demais que fazem de conta que aqueles pessoas não existem, que não precisam ser visitadas, que não precisam de uma fraterna e afetuosa consideração.

No Natal, um prato de solidão sobre a mesa. Na passagem do ano, talvez já em seus repousos noturnos, apenas serem acordadas pelos fogos e algazarras pelas ruas.

Lá fora, a vida é festa, é sempre festa. Lá dentro, entre silêncios e esquecimentos, o suportar apenas que as horas passem e passem. E sejam menos doloridas a cada segundo.

Ou lá fora a vida sempre passa, sempre segue seu rumo, deixando para trás aquela porta fechada, aquelas vidas em cujas mãos há céus de salvação eterna.

As contas do rosário vão passando pelos dedos. A boca sussurra uma oração. Os olhos brilhos ante a luz do candeeiro. A vela chameja mostrando a face de Deus.

Mas nem sempre se pode imaginar que seja assim. Apenas a casa e seu silêncio. Apenas o silêncio de solidão e vidas à margem da vida.

Não se pretende, contudo, outra felicidade. Ali está Deus nas contas do rosário. Ali está a proteção e a felicidade em cada santo, em cada reza, em cada céu debaixo e acima da cumeeira.

 
Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

27 abril 2021

" B R A G A ".

  Por Luis Bento

O famoso Violeiro Manuel Floriano Ferro, vulgo Manuel Neném. Ora se tinha algum pecado a pagar, era justamente o de admirar o bandoleiro Lampião, não só pela astúcia e a coragem com que destorçava os seus inimigos como pela obstinação com que procurava vingar a morte do pai (José Ferreira ).

Homem apegado ao princípio de honra e reconhecimento disposto, naturalmente o cantador teria que se danar com o triste sucedido. Confesso, revoltado, que o sujeito que tinha o desplante de " surrar uma donzela em bunda limpa " era um monstro, e só podia pagar o seu crime sangrado a punhal. Ah! Se ele, Neném, tivesse a sorte de pegar Virgulino Ferreira de jeito! Faria o serviço sem o mais leve estremecimento de consciência.

De fato, com o ódio no pé da goela e portanto psicologicamente preparado para a prática do sortilégio arrasador, o repentista se recolheu ao lugar secreto, e caprichou na " encomendação". Em seguida, afastou a imagem de Lampião de sua corrente mental e aguardou um pouco, mas na madrugada de 28 de julho de 1938, se fez notar, finalmente, na tenebrosa grota de Angicos! " Praga "!

A Praga: a mais fulminante das armas secreta, não troco ela pela pior das macumbas!

Afirmar o ancião, convicto. Dê por visto a gurgumã, que entra sutil num paiol de milho ou feijão, e com pouco vai-se ver e só se encontra o pó! Pois foi dela que eu me vali para esse desabafo.

Lampião era bandido

Desde o tempo de menino,

Nasceu no signo de Marte

Só pra ser assassino,

Para cumprir fielmente

O rastro do destino.


Quando mataram o pai dele,

A cena foi dolorosa,

Ele surgiu no sertão

Como cobra venenosa,

Matando, incendiando, roubando,

Com ninguém queria prosa.


Um senhor amigo meu

Pai de uma moça donzela,

Lampião chegou no sítio,

Não lhe escapadela,

Comeu e bateu-lhe a bolsa

E por um triz não matou ela.


A pobrezinha clamava

Pelo seu pai querido,

Ele trabalhando tanto

Prá dar dinheiro a bandido,

Os cabras surraram ela,

Rasgando logo o vestido.


Eu sabendo desse horror,

Ergui os olhos para o céu,

Pedi a Deus compaixão,

Pra miséria que fazia

O bando de Lampião!

Eu estava com raiva dele


E está praga lhe roguei;

Tú hás de ser degolado,

Tu vais ver se eu me enganei,

E assim o peste pagou

As mil gravuras que fez!

E note agora leitor,


Prestem todos atenção,

Como  foi que se acabou

O bandido lampião,

Porque ninguém nunca

Viu cidade valentão!

Fonte: Valdemar de Souza Lima

O Cangaceiro Lampião e o IV Mandamento

Pág 85- 86- 87.

LUÍS BENTO

JATI 27/04/21/.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768/?multi_permalinks=826032311334060%2C824996948104263%2C824654181471873&notif_id=1619345999758091&notif_t=group_activity&ref=notif

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25 abril 2021

CANGAÇO - LAMPIÃO E ZÉ BAIANO EM ALAGADIÇO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=UzVh0QXL1ns&t=100s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Cangaço - Lampião e Zé Baiano em Alagadiço O pesquisador Antônio Porfírio nos fala nessa 1ª parte do vídeo sobre a chegada do cangaceiro Zé Baiano a Alagadiço (SE) e porque Lampião também esteve algumas vezes na região. Link desse vídeo: https://youtu.be/UzVh0QXL1ns

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24 abril 2021

CRIME BÁRBARO COMETIDO POR LAMPIÃO, A CHACINA DA FAMÍLIA SALINA.

 

https://www.youtube.com/watch?v=bXtbL9e3a-c&ab_channel=Hist%C3%B3riaarretada

História arretada

A chacina da família Salina foi um dos crimes mais cruéis e covardes cometidos por Lampião, o rei do cangaço, no estado da Bahia. Depois de negar parte de dinheiro exigido por Virgulino, Senhor Salina, como era conhecido, e alguns dos seus filhos e amigos são mortos pelo cangaceiro; foi um crime cometido contra um inocente pobre que marcou a história daquela região e aterrorizou a população daquela cidade.

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O INFELIZ CANGACEIRO CHICO PEREIRA.

  Por José Mendes Pereira Colorizado pelo saudoso professor e pesquisador do cangaço Rubens Antônio. Diz o pesquisador e colecionador do can...