Por Luís Bento
Jati, corredor de Cangaceiros e Volantes,
caminho de Almocres, Padres e Romeiros.
https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5
Por Luís Bento
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Clerisvaldo b. Chagas, 22 de fevereiro de 2023
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.842
O tamanduá albino mostrado na mídia dos últimos dias, deu para emocionar quando das suas perambulações pelos verdes campos. Aí é quando o sertanejo diz que “uma coisa puxa outra” e vamos lembrando do lugar Tamanduá, povoado quilombola de Poço das Trincheira, cortado pela BR-316. Antes, algumas casas bem recuadas no barro vermelho do local, hoje, um progressista, simpático e tranquilo povoado, que mantêm seu nome tradicional de quatro séculos, como Alto do Tamanduá. Temos quase certeza de que a totalidade da sua população nunca viu ao vivo o bicho que lhe empresta o nome. Mas é óbvio que esses animais maravilhosos habitaram a região e que também deram origem ao lugar vizinho, mas já em território santanense, Baixa do Tamanduá que também é conhecido como Lagoa do Mijo.
Do Alto do Tamanduá, você rapidamente alcança as cidades de Poço das Trincheiras, Maravilha e Ouro Branco, redondeza que possui seus atrativos como as serras do Poço a serra da Caiçara, o museu de antropologia de Maravilha, as estátuas em ruas e praças de mastodontes encontrados na região e os banhos no rio Capiá e Ipanema se for tempo de cheias moderadas. Você pode escolher uma dessas três cidades como base de suas incursões pelos arredores e gozar amplamente do clima sertanejo. Quanto ao tamanduá de verdade, você não vai mais encontrá-lo em lugar nenhum do Sertão porque já foi extinto. Das suas andanças ficaram apenas os formigueiros que persistem em todos os lugares rurais do Brasil. E por falar nisso, as mulheres do povoado Alto do Tamanduá, voltaram a produzir panelas de barro que sempre marcaram àquela comunidade.
O tamanduá se alimenta de formigas e sua figura é diferente de todos os outros animais que a gente conhece. É um bicho pacato, mas pode até matar outros bichos grandes a humanos, quando se vê ameaçado, graças as garras enormes e seu abraço em que as garras penetram na vítima. O gesto de defesa ficou conhecido como “abraço de tamanduá”, que pode ser referência aos falsos abraços de amigos traidores. E se um tamanduá já é atração, imagine um tamanduá albino soltos na natureza! Viva o Sertão do meu estado!
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/02/um-abraco-de-longe-clerisvaldo-b.html
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Por José Cícero
Visitando a histórica Casa da Pedra, a nascente do Pinga da Lapinha, bem como o lajedo do sangue e os poços do Torem e da Cobra. Com o mateiro sr. Bodim, e os amigos:Tota Fidelis e Roberto Gomes da dvc.- O poço da Cobra.
Além de belíssima como atrativo natural do Cariri a Cachoeira de M. Velha possui também uma vasta narrativa de causos e lendas. Algumas sobre a sua própria origem ancestral transmitidas desde os seus primeiros habitantes da etnia dos indios Cariri até agora. Lendas e contos que, desde então se perpetuaram ao longo dos anos de geração em geração, dentre as quais, as que tentaram explicar no imaginário popular, por exemplo, o surgimento da "pedra da Glória", do "goelão", do "lajedo do sangue" etc.
Cachoeira de MV na direção da Lapinha onde ficam os lendários poços do Torem e da Cobra.
Nesta mesma linha podemos incluir ainda, toda a casuística de fatos igualmente lendários chegando a beirar inclusive, o chamado "realismo fantástico'. Coisas e acontecimentos surreais contados ainda hoje pelos ribeirinhos, principalmente os pescadores e antigos moradores do lugar.
À margem do rio descendo para o poço da Cobra.
A Cachoeira, assim como toda a extensão do rio Salgado possui uma série de "poços" que, nunca secam, nem mesmo nas grandes secas que se abateram sobre a região. São pequenas depressões naturais que existem ainda hoje, mesmo com o acelerado processo de assoreamento do manancial ao longo do tempo. Locais onde se concentram muitas espécies de peixes endêmicos do bioma salgadiano. Fazendo assim a alegria dos pescadores.
Além do próprio "goelão" localizado logo abaixo da primeira queda dágua, existem ainda dois desses 'poços' que se tornaram muito conhecidos e por isso mesmo detentores de histórias lendárias: o Triste(antes da construção das piscinas), do Torem e o da Cobra. O primeiro marcado, conforme as narrativas de antigos pescadores, pela aparição de um velho índio, um chefe tribal de nome homônimo. O segundo, pelo avistamento de uma enorme cobra, que de acordo com os ribeirinhos ainda agora protegem noite e dia o referido local.
E aqui destaco dois dos episódios a mim contados por antigos habitantes do sítio Cupim, que fica nos arredores da Cachoeira.
O fato mais antigo ocorreu provavelmente no início da década de vinte quando um pescador foi morto e engolido pela serpente após ter mergulhado para desenganchar seu anzol. E ali mesmo desapareceu. O segundo caso, mais recente aconteceu possivelmente a menos de uma década, quando outro pescador sentou para descansar à beira do poço sobre um balceiro. De repente, ouviu o roncar da grande cobra levantado todo o arbusto onde o mesmo estava sentado. A serpente estava por baixo do balceiro. Ao sentir o tremor ele saiu às pressas do local. Porém, o pescador ainda a viu entrando n'água. "Era enorme. Sua cabeça era do tamanho da, de um bezerro", segundo afirmou o ribeirinho.
ENTREVISTA:
Nestes dias irei entrevistar e registrar num vídeo para esta página, o dito senhor, testemunha ocular de tais fatos ora narrados.
Histórias e Estórias que ouvir contar.
José Cícero
MV.
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Por Antônio José
Tomislav R. Femenick – Membro da diretoria do Instituto Histórico e Geográfico do RN.
Os anos de 1920 formaram a década em que alguns oficiais de baixa patente promoveram uma seria de revoltas contra o governo federal e as oligarquias que governavam os Estados. As mais conhecidas deles foi a Revolta do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, e a Coluna Prestes, formada por militares rebeldes principalmente de São Paulo e do Rio Grande do Sul e liderada por Luís Carlos Prestes, Juarez Távora e Miguel Costa. A Coluna percorreu cerca de vinte e cinco mil quilômetros pelo interior do país, fazendo uma “guerra de movimentos” e enfrentando as forças do governo.
Em suas andanças a Coluna Prestes passou pelo Rio Grande do Norte e atacou duas cidades do Alto Oeste potiguar: São Miguel e Luiz Gomes. Todavia, as notícias que antecederam os ataques inquietaram a população de vários outros municípios do Estado. Os escritores Raimundo Nonato (1966) e Itamar de Souza (1989) retrataram esse cenário de medo e as lutas propriamente ditas.
Mossoró, pela sua importância econômica e estratégica, foi um palco de agitação quando os revoltosos que estavam nas imediações da cidade de Jaguaribe, no Ceará, se preparavam para adentrar em nosso Estado. Diz Raimundo Nonato: Mossoró era “um porto aberto ao intercambio de vasta área do comercio nordestino, no negócio de algodão, sal, sementes de oiticica, cera de carnaúba, gesso [e com] agência do Banco do Brasil, não sendo despropositada a precisão de assalto, depois de longas travessias e combates, a um porto que oferecia vantagens múltiplas, inclusive o reaprovisionamento de tropa”.
Essa ameaça de ataque iminente espalhou o medo na população que procurou fugir da cidade. Um grande contingente de pessoas foi se refugiar em Areia Branca. A companhia Estrada de Ferro Mossoró-Porto Franco colocou diversos trens extras, porém não conseguiu atender a demanda e mais de 150 pessoas não tiveram como embarcar. Quem não conseguiu lugar nos trens, fugiu para qualquer lugar da vizinhança.
Na cidade se preparava a resistência. O deputado Juvenal Lamartine, o chefe da polícia (Dr. Silvino Bezerra), o comandante da polícia militar (Cel. Joaquim Anselmo), o intendente municipal (Cel. Rodolfo Fernandes, que um ano depois comandou a defesa da cidade contra o ataque de Lampião), o presidente da Associação Comercial (Cel. Cunha da Mota), o vice-presidente da intendência (Dr. Hemetério Fernandes) e muitos outros organizaram o esquema de defesa. Algumas das decisões tomadas foram: a distribuição de armas e munições fornecidas pelo Exercito Nacional, a formação de trincheiras em torno da cidade e na zona urbana e a vigilância da fronteira com o Ceará.
O Padre Mota, o novo vigário da Igreja de Santa Luzia, atuava em várias frentes. Ao mesmo tempo em que cedia o prédio do Ginásio Santa Luzia (onde hoje é a agencia central do Banco do Brasil) para servir de sede do “quartel general” da defesa da cidade, promovia reuniões entre os representantes do governo com as lideranças civis e procurava acalmar as famílias e evitar as fugas precipitadas, com seus sermões nas missas e, inclusive, com a publicação de um Boletim.
Os revoltosos não chegaram a Mossoró, como não chegaram a Areia Branca e Natal, aonde as notícias e boatos de ataques da Coluna Prestes também chegaram, com maior ou menos alarme que causaram na “capital do oeste”.
Nos próximos artigos abordaremos o clima nessas cidades e os ataques que integrantes da Coluna Prestes realizaram em São Miguel e Luiz Gomes.
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Por Noádia Costa
Por José Bezerra Lima Irmão
Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.
Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.
Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.
Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.
Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.
Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.
A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.
Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.
......................
Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.
Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.
Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.
Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),
Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.
A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.
As Revoltas Tenentistas.
Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...
Vejam aí as capas dos três livros:

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Por José Mendes Pereira Até sábado próximo vindouro eu irei parar uns dias as postagens, mas não pensem que eu estou desistindo do cangaço...