28 de fev. de 2025

LAMPIÃO DEGOLA E ESQUARTEJA O JAGUNÇO INIMIGO

  Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=c4GXnLgtGHU

Lampião, o rei do cangaço, juntamente com seu Bando de cangaceiros, mata e esquarteja o Negro Tibúrcio, aliado da família Nogueira e de Zé Saturnino, consecutivamente inimigos de Lampião por conta de antigas desavenças. Nêgo Tibúrcio foi cercado, morto e esquartejado por Virgulino Ferreira da Silva e seus comandados, mas não sem antes oferecer feroz resistência, ocasionando um dia inteiro de troca de tiros, mortes e destruições, numa das mais cruéis vinganças cometidas pelo rei do cangaço contra seus inimigos.
Ouçam mais essa emocionante história do cangaço nordestino.
Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #NoRastroDoCangaço Vejam também:

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26 de fev. de 2025

GUARIBAS E CHICO CHICOTE NO CARIRI CANGAÇO 2013

  

Guaribas na Rota Cariri Cangaço

O sol já havia se escondido por detrás da majestosa Chapada do Araripe quando a caravana Cariri Cangaço, vinda da fazenda Piçarra e do distrito de Simão, chegou na emblemática fazenda Guaribas, palco e cenário de um  dos mais sangrentos combates daquela época.

Os episódios daqueles distantes anos 20 , quando se perpetrou em Guaribas um dos mais sangrentos e covardes embates do ciclo cangaceiro, quando tombaram mortos 37 pessoas, entre cabras de Chico Chicote e soldados das volantes do Ceará, Paraíba e Pernambuco, sob o comando de José Bezerra, Arlindo Rocha e Manoel Neto, pareciam se desenvolver sob os nossos olhos, a partir dos escombros da velha casa da fazenda e das muitas testemunhas mudas do grande épico porteirense.

Ivanildo Silveira e Juliana Ischiara em Guaribas no Cariri Cangaço 2013
Leandro Cardoso e Manoel Severo e a Roda de Conversa "Guaribas de Chico Chicote"

O lendário Chico Chicote se configurou como um dos personagens mais marcantes do cangaço no Cariri. Homem de renomada valentia e coragem, respeitado por todos e posteriormente inimigo confesso de Virgulino Ferreira acabou sendo vítima de um plano ardiloso que contou com a participação de seus principais inimigos; da família de Sinhô Salviano; que contava com a proteção do poderoso Cel. Zé Pereira de Princesa. 


Por volta das sete da manhã de 01 de fevereiro de 1927, Chico Chicote teve sua Fazenda Guaribas cercada por cerca de 150 homens sob o comando do Ten. José Gonçalves Bezerra; na tropa estavam ainda, a força de Pernambuco com Arlindo Rocha e Manuel Neto e homens de Zé Pereira, de Princesa. Conta-se que as forças de Pernambuco foram induzidas a entrar no combate pensando que combatiam Lampião.

Depois de um fogo cerrado de 31 horas de bala e com apenas Manel Caipora, Sebastião Cancão e Vicente Chicote, cai a resistência de Chico Chicote que é encontrado morto, ainda em posição de tiro. Virgulino a tudo ouviu, pois estava a pouco menos de uma légua do acontecido, mas não participou: “Se fosse amigo ia da uma retaguarda...” teria afirmado o rei dos cangaceiros.

Prefeito Manoel Novaes e Manoel Severo, a Caravana Cariri Cangaço pela primeira vez nas Guaribas em 2011. Na foto abaixo, também de 2011, vemos Antonio Amaury, Lívio Ferraz, Severo, Sousa Neto e o mestre Alcino Costa


Essa foi a segunda visita da Caravana Cariri Cangaço à fazenda Guaribas de Chico Chicote; ainda na edição de 2011, quando Porteiras se tornou cidade sede do evento, estivemos pela primeira vez naquele emblemático cenário, sendo anfitrionados pelo prefeito Manoel Novaes e Napoleão Tavares Neves e tendo contato com essa que foi umas das maiores e mais violentas sagas  do cangaço no Cariri.

Manoel Severo
Cariri Cangaço 2013

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24 de fev. de 2025

CRIATIVIDADE.

  Do acervo da Juh Gurgel Diniz.

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22 de fev. de 2025

TENENTE FRANCISCO MOITINHO DOURADO

  Por Rubens Antonio

Tenente Francisco Moitinho Dourado.

Tenente Francisco Moitinho Dourado. Combateu o cangaço e foi um terror para a população no nordeste da Bahia. Sobre ele pesaram acusações de agressões, sevícias, torturas, assassinatos, depredações etc...

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21 de fev. de 2025

LAMPIÃO FOI HERÓI OU BANDIDO? E POR QUE ELE NÃO MATOU OS SEUS DOIS MAIORES INIMIGOS?

  Por José Mendes Pereira


Segundo os pesquisadores e historiadores, realmente Lampião tentou algumas vezes exterminar o Zé Lucena, mas na minha opinião, quando a prática de furtos tomou rumo certo e foi aumentando, aquela velha história de assassinar os seus dois inimigos o 

Zé Saturnino inimigo nº 1 de Lampião

Zé Saturnino por ter feito ele, pais e irmãos saírem do que eram seus e fugirem para outras localidades, o Zé Lucena por ter matado o seu pai, foi ficando no esquecimento. Tudo era muito difícil, vez que ele era nômade, e às vezes, estava muito distante das residências dos seus inimigos, e seria inútil nadar contra as águas. 

Tenente Zé Lucena

Eu sou muito amigo do rei do cangaço (dentro do estudo cangaço, óbvio), mas eu sou (muito) mais amigo daqueles que tentaram conservar as suas vidas quando atacados por ele ou pelos seus comparsas, do que do capitão Lampião. Ele nunca foi, não é e nem será nunca, (HERÓI). Sempre será bandido. Sei de todas as humilhações que ele passou, a família, as pressões feitas contra ele, só na no sentido de vencê-lo..., mas ser herói não é para qualquer um. 

Admiro-o diante da coragem, das estratégias, das conquistas relacionadas às autoridades que se rendiam e o acoitavam, da maneira como ele tratava os seus comandados e ninguém deixava de obedecê-lo, de respeitá-lo, de admirá-lo pela maneira de saber administrar uma empresa só de homens perigosíssimos, feras humanas, que são muito mais perigosas do que o próprio animal irracional, mas ele que me perdoe, bandido foi e nunca deixará de ser. 

O que escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, é apenas a minha opinião, e nada desrespeita a família Ferreira, porque ela sabe que o nosso amigo Lampião não foi santo, e eu não o acusei de coisas que não fez.

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18 de fev. de 2025

AOS SEUS PÉS

 Por Hélio Xaxá

Quando nossos caminhos se cruzaram
Confesso que tive medo de prosseguir...
Pelos seus braços tantos já passaram
E cada um chora sem saber pra onde ir...
Sem pensar duas vezes segui seus passos
E esqueci de marcar o caminho de volta...
No início me senti um campeão nos seus braços
Logo após senti o gosto amargo da derrota.
Qualquer homem que adormece nos seus braços
Sonha como uma criança feliz, só por ser...
Pois quando acorda já não te encontra do lado
E chora feito homem que esqueceu de crescer...
Eu era um homem livre, sem estribeiras
Você me fez um de seus bichinhos mais fiéis...
Fragilmente fui despencando de suas cordilheiras
E hoje, sou um gigante caído aos seus pés.
O seu amor é um mar furioso e selvagem
Seu corpo é uma ilha onde enterrei meu tesouro...
Sua cama é uma sombra pra guerreiros solitários
Um oásis num deserto escaldante e perigoso.
Se um dia, por milagre, Deus me desse asas
Renunciaria à liberdade e me aprisionaria a seu peito...
Se por castigo, me transformasse numa estrela solitária
Eu viria brilhar todas as noites no seu leito.

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17 de fev. de 2025

CANGACEIRA UM "FAROESTE BRASILEIRO" DE PEDRO MAURO (EDITORA TREM FANTASMA): LIVE na Confraria Bonelli, Domingo (16/02/2025) às 20 horas. Acompanhe pelo LINK https://youtube.com/live/7mUHSQTkyls

  Por RicardoElesbãoAlves

Pedro Mauro, artista da Bonelli, lança em dupla com seu irmão Jairo Moreno seu novo projeto pela Editora Trem Fantasma. A nova HQ, Cangaceira, é uma história de sertão e vingança adaptada de um roteiro para cinema escrito por Matheus Ronn, Mâs Reimer e Luiz Chiaradia. Saiba tudo sobre a publicação, um faroeste brasileiro com uma pegada cinematográfica, seus autores e a campanha no Catarse https://www.catarse.me/cangaceira.

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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16 de fev. de 2025

SEU GALDINO CONTA A SEU LEODORO GUSMÃO, QUE QUEM FEZ LAMPIÃO CORRER DE MOSSORÓ, FOI ELE.

   Por José Mendes Pereira


"Não precisa ler. É apenas uma brincadeirinha que escrevi com o meu personagem chamado seu Galdino. É somente como arquivo no nosso blog. Se eu deixar por aí, depois não o encontrarei, e não tem nenhum valor para a literatura lampiônica."

Não adianta duvidar do seu Galdino. Só porque ele conversa um pouquinho a mais? E assim faz com que algumas pessoas não acreditem nele.


Lá na vazante, seu Galdino e seu Leodoro faziam um plantio de milho, feijão..., e entre uma carreira e outra, plantavam Gergelim.


Seu Leodoro não tinha ambição nenhuma pelo o plantio de gergelim. Dizia ele que era muito trabalhoso, desde o plantio até a colheita, mas não contrariava o interesse do seu  compadre. E querendo saber o motivo dele tanto gostar do plantio do gergelim, fez-lhe a seguinte pergunta:

- Compadre Galdino, desde que nasceram as nossas amizades vejo seu interesse pelo o plantio de gergelim. Por que o senhor sempre gostou de plantar gergelim?

- O meu interesse pelo plantio de gergelim compadre Leodoro, é porque, certa vez, consultei um médico ortomolecular que trabalhava com envelhecimento saudável, bem-estar e estética. Ele me reforçou que se deve comer bastante gergelim, porque oferece uma série de benefícios, como por exemplos: Importante para a saúde intestinal; controla bem o colesterol; faz diminuir peso; tem vitaminas que é importante para a saúde dos nossos ossos, olhos e fígado; faz diminuir o açúcar no sangue, e além disso, o médico me garantiu que é uma excelente fonte de proteínas. O gergelim compadre Leodoro, segundo o médico, combinado a uma alimentação saudável, é um grande aliado para quem quer manter a forma com refeições saborosas e que realmente saciam.

- Sim senhor, compadre! – Fez seu Leodoro Gusmão. Muito obrigado pela sua explicação sobre o valor medicinal que tem o gergelim. É por isso que o senhor tem desejo do plantio deste legume. E eu acho que no próximo ano também estarei fazendo plantio de gergelim.

Já eram mais de 9:00 do dia, e no gigantesco infinito, o sol começava liberar fios solares mais quentes. E de pressa, os dois resolveram fazer lanches sob uma antiga quixabeira, possivelmente milenar, e ali, enquanto comiam, falaram sobre o que estava acontecendo sobre possível envolvimento de pessoas fugidas de outros Estados, alojaram-se aqui, e usavam desonestidades nas fazendas e em pequenos municípios.

- O que está acontecendo aqui em Mossoró compadre Galdino, até nos faz lembrar os velhos tempos de Virgolino Ferreira da Silva o bandoleiro Lampião.

E assim que seu Leodoro usou o nome “Lampião” seu Galdino de um pinote só, levantou-se do lugar em que estava sentado, e resolveu falar sobre a tentativa de ataque de Lampião e seu bando na maior cidade do Rio Grande do Norte - Mossoró, na tarde do dia 13 de junho de 1927. Iniciou dizendo:

- Compadre Leodoro, eu até hoje sinto desgosto por ter sido excluído da história que organizaram sobre a tentativa de assalto à Mossoró, feita pelo capitão Lampião e seu honrado grupo.


- Oxente, compadre Galdino! Tenho lhe acompanhado de muitos anos, mas eu não sabia que o senhor entende um pouco da história de Mossoró sobre o falado capitão Lampião.

- E eu não te contei ainda não, compadre Leodoro?

- Não senhor! Até hoje não ouvi nada sobre Lampião contada pelo compadre.

- Eu não só entendo, como também fui o responsável pela fugida de Lampião com o seu bando daqui...

- Verdade, compadre Galdino? – Fez seu Leodoro em tom de admiração.

- Coompaadree Leeoodooro, quantas vezes o senhor já me viu contando mentiras?!

- Nunca, compadre! Nunca! – Confirmou seu Leodoro, mesmo contra a sua vontade. Mas até hoje o senhor nunca me falou nada sobre Lampião. Sobre onças já me falou muitas vezes, mas a fugida do capitão Lampião de Mossoró...

- Pois bem compadre - atalhou seu Galdino - eu vou contar ao senhor minunciosamente. Quando o coronel Rodolfo Fernandes soube que Lampião estava caminhando em direção à cidade de Mossoró, ele que era prefeito, iniciou uma espécie de alistamento para quem quisesse combater o cangaceiro e seu grupo. Eu que sempre fui corajoso, nunca temi a nada, isto o senhor sabe muito bem...

- Verdade, compadre! Isto eu sei bastante, que o senhor é homem corajoso mesmo! Homem que tem coragem de lutar com onça compadre, imagino...!


- E então, eu ainda era muito jovem, mas com um bom porte físico. Fui tentar entrar nessa lista para combater o cangaceiro com os seus comandados. Mas ao chegar à casa do prefeito, bem lá na Avenida Alberto Maranhão, no centro da cidade de Mossoró, um dos seus empregados me encaminhou até à sua presença, que naquele momento, ele se encontrava em reunião com um amigo lá nos fundos da sua casa. Mas tive o desprazer de ouvir dele a palavra, não. Perguntei o motivo de não me aceitar na lista da empreitada. Ele me falou que eu era ainda muito jovem, adolescente sem experiência na vida para enfrentar bandoleiros...

- E o prefeito disse isso na sua cara, compadre Galdino?

- Sim senhor! Disse. Mas eu não insisti mais. Fiquei calado, e de lá, saí meio triste. E quando foi no dia 13 de junho de 1927, Lampião entrou na cidade com gosto de gás, e desejo de levar tudo que ele achava que tinha direito. Nesse tempo, eu morava sob os olhares dos meus pais. Já bem próxima da sua entrada na cidade, eu me arrumei e fui tentar ver se conseguia falar com ele.

- Ele quem, compadre Galdino? - Interrogou seu Leodoro.

- Falar com o capitão Lampião, compadre Leodoro! Parece que o senhor não está acompanhando o meu raciocínio?

- Estou, compadre Galdino! – Disse seu Leodoro tentando não o contrariar.

- Mais ou menos 4;00 horas da tarde, o tiroteio começou. Os resistentes atiravam e os bandidos respondiam. Haviam homens instalados por todos os lugares. Nas torres das 3 maiores igrejas: Matriz de Santa Luzia, Na Coração de Jesus e na Igreja de São Vicente. Também tinham defensores no Mercado Central, na Empresa Companhia de Luz, No Ginásio Diocesano, na sede dos Correios e Telégrafos, na Estação ferroviária, no Grande Hotel, na casa do prefeito Rodolfo Fernandes e outros locais.

- Mossoró estava muito bem preparada concorda comigo, compadre Galdino?

- E como concordo, compadre! Pois bem, Lampião tinha ajuda de alguns bandidos que conheciam muito bem a região do nosso Estado. Um destes bandidos era um tal de Cecílio Batista o Trovão, que em anos remotos havia  morado em Assu, no Rio Grande do Norte, e fora preso por malandragens e desordens. O José Cesário o Coqueiro, mais um outro bandido de nome Júlio Porto. Estes dois últimos, haviam trabalhado em Mossoró como motorista da empresa Algodoeira Alfredo Fernandes, e outros mais. Esta empresa era uma que muito fez Mossoró crescer, dando empregos aos mossoroenses. No início do tiroteio, as balas voavam pelas ruas da cidade. Tanto saíam das armas dos cangaceiros como das armas dos combatentes. A cidade estava em pânico, mas quase sem ninguém, porque a maior parte da população tinha sido advertida para deixar a cidade o quanto antes possível. Nesse tempo, meus pais e eu, morávamos nos alagadiços, hoje bairro Pereiros, não tão distante do combate. E eu saí devagarinho de casa sem comunicar aos meus pais, que o meu intuito era ver se conseguia falar com o capitão Lampião, para pedir a ele para desistir da empreitada. E assim fiz. Fui me aproximando, sempre me escondendo, e lá mais adiante,  fui me defendendo dos estilhaços de balas, tentando me contactar com Lampião. Ao longe,  em uma rua bem no centro, por trás da igreja do São Vicente avistei um homem magro, alto, que usava óculos..., e percebi que só poderia ser ele, porque eu já havia visto a sua foto no jornal "O Mossoroense". Eu levava aquele meu facão que é do seu conhecimento compadre Leodoro, até hoje ainda o uso quando caço onças nos tabuleiros... 


Olhando ao meu lado direito, vi uma moita muito bonita, bem enramadinha e arredondada. Cortei-a, coloquei-a sobre mim, isto é, me escondi dentro dela, e fui andando bem abaixadinho. E fui me aproximando do suposto Lampião, suposto, porque eu não tinha certeza que era ele.  E na verdade, era o capitão Lampião.

- O senhor estava dentro da moita, compadre Galdino?

- Sim senhor..., e bem escondidinho. Eu pensei sair logo de dentro dela, mas esperei uma oportunidade...

- Tinha cangaceiros por perto?

- Vi alguns deles com armas em punhos e atirando...

- E o senhor ficou com medo quando os viu?

- De forma alguma, compadre! Eu não sou homem de ter medo de nada..., e quando eu estava bem pertinho dele, de dentro da moita eu disse: 
Capitão Lampião!!! Aí Ele teve medo tão danado, que em gritos, exclamou fortemente, dizendo:

- "Valha-me meu Padim, Padim Ciço, servo de Deus!!" Nunca tinha visto uma moita falar!


- E lá, ficou rodeando a moita com o seu mosquetão em punho e o dedo no gatilho. E eu fui saindo. E ao me ver, quis logo me sangrar com um punhal. Mas eu disse que estava ali à sua presença, somente para dizer que desistisse do ataque, a cidade estava muito bem preparada, com mais de 800 combatentes. Eu aumentei o total de combatentes compadre Leodoro, só para ele desistir e não mexer com a minha cidade.

- E ele, o que fez?

- O que o capitão Lampião fez, foi ir embora. Colocou um apito na boca, ficou chamando os seus cangaceiros para se mandarem de Mossoró. Com pouco tempo, o local em que nós estávamos, ficou coalhado de facínoras. Exceto o Colchete que ficara 
em frente à casa do prefeito estirado ao chão, já pronto para se fazer o enterro. 

O cangaceiro Jararaca

Um de nome Jararaca, que saiu baleado, com a sua ambição, foi desequipar Colchete, o companheiro morto, e uma bala o atingiu. Um dos combatentes acertou bem de cheio o seu peito, e ele se mandou, tendo sido capturado no dia seguinte, e dias depois, foi executado dentro do Cemitério São Sebastião.

Observem que por trás do túmulo do Jararaca, tem uma outra, que é o túmulo do cangaceiro Asa Branca, que faleceu naturalmente em Mossoró, aos 81 anos. - https://www.threads.net/@arte_tumular_br/post/C_9PtqSAiJr/t%C3%BAmulo-de-jararaca-cangaceiro-que-pertenceu-ao-bando-de-lampi%C3%A3o-localizado-em-mo?hl=es

- Já vi, compadre Galdino, que o senhor tem coragem até para lutar com  dragão..., enfrentou até o capitão Lampião que não temia ninguém...

- E eu brinco, compadre! Eu não nasci de 7 meses, não senhor...!

E assim que terminaram este bate papo cada um foi para sua casa. Seu Leodoro nem imaginava acreditar esta conversa contada pelo seu compadre. Mas o que era de fazer?

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