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28 julho 2018

80 ANOS DO MASSACRE 21ª MISSA DO CANGAÇO SERÁ CELEBRADA NAGROTA DO ANGICO NESTE SÁBADO, 28


No próximo dia 28 de julho será realizada a 21ª edição da Missa do Cangaço, celebração que acontece no Monumento Natural Grota do Angico (Mona) − unidade de conservação gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), na divisa dos municípios de Poço Redondo e Canindé de São Francisco, Sertão do Estado. O evento, que tem início às 8h, marca o 80º aniversário da morte de Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como Lampião, executado na grota ao lado de sua esposa, Maria Bonita, e de seu bando, depois de emboscada policial.

Organizado pela neta de Lampião, Vera Ferreira, e integrantes do Museu do Cangaço, com apoio logístico da Semarh, o ato contará com a presença do secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, além de moradores locais, amantes do cangaço, professores, alunos e pesquisadores de diversas partes do Nordeste.

Assim como acontece todos os anos, a Semarh vai disponibilizar um ônibus, que sairá de Aracaju, para levar as pessoas que queiram participar do evento.
 Foto: Kiko Monteiro


As prefeituras de Poço Redondo e Canindé de São Francisco vão oferecer um café da manhã nordestino, na sede do Mona, além de melhorar as estradas que dão acesso à unidade de conservação.

Morte de Lampião

O bando de Lampião acampou na fazenda Angicos, Sertão de Sergipe, no dia 27 de julho de 1938. A área era considerada por Virgulino como de extrema segurança, longe das vistas das forças policiais. Mas na manhã do dia seguinte, os cangaceiros foram vítimas de uma emboscada, organizada por soldados do estado vizinho, Alagoas, sob a batuta do tenente João Bezerra. De acordo com pesquisadores, o fogo durou somente 10 minutos.

Grota do Angico

O Monumento Natural Grota do Angico foi criado pelo governo do Estado há nove anos. Desde a sua criação, a unidade é administrada pela Semarh e recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior, para a realização de estudos e pesquisas científicas. Além de abrigar o local da história do Cangaço, representa a única unidade de conservação estadual do bioma caatinga.

Texto: SE Notícias

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/07/80-anos-do-massacre.html

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26 julho 2018

CALÇADA ALTA DA PONTE PRIVILÉGIO PERDIDO

Clerisvaldo B. Chagas, 25 de julho de 2018 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 1.949

Os moradores da “calçada alta da ponte” perderam o privilégio, aliás, já vinham perdendo desde as administrações Nenoí Pinto e Genival Tenório. Juntamente na formação do quadro do comércio, no tempo de Santana/vila, o casario para negócios e residências, foi descendo a, hoje, Avenida Barão do Rio Branco até a foz do riacho Camoxinga. Com a ponte Comércio/Camoxinga, construída pelo prefeito Firmino Falcão Filho (Seu Nozinho), as últimas casas do trecho, entre dez e doze ficaram no terreno alto com vistas para a ponte e para o rio Ipanema na largura maior do poço do Juá. Seus moradores podiam contemplar dia e noite o movimento de quem saia e chegava do Alto Sertão. As cheias do rio Ipanema podiam ser vistas daquele passeio, sem ninguém sair de casa.


No governo Genival Tenório a ocupação disfarçada e incentivada de botecos de madeira e até alvenaria, usou os leitos do rio Ipanema e riacho Camoxinga como piso. Além dos dejetos que descem diretamente para o rio (crime ecológico com vistas grossas) o mirante mais atrativo de Santana foi destruído. Os moradores da calçada alta perderam a paisagem. Com o governo Nenoí Pinto, o casario perdeu também a tranquilidade dos fundos, com a capoeira além dos quintais. O terreno baldio seria transformado em espaço utilizável. E, agora, várias casas altas foram demolidas e o terreno rebaixado. Dizem que será ali um grande estabelecimento comercial. O destino das casas que restaram, deverão em breve seguir o progresso. A paisagem da calçada alta da ponte vai ficar apenas nas fotografias do livro “230” da nossa autoria.

A foto desta crônica já se tornou histórica. Representa a destruição da metade do casario e o rebaixamento do terreno da “calçada alta da ponte” desde os tempos de vila. Estamos nós em julho de 2018. Com as casas demolidas, ficam apenas as lembranças da Escolinha de Dona Helena Oliveira (onde estudamos O Admissão), do “Foto Santo Antônio” e da casa de Luiz Lira (e sua esposa Dona Afrinha). Luiz Lira: antigo dono de casa de jogo vizinho ao Cine Alvorada.

 Em breve, cremos nós, toda a pompa do casario virá abaixo, inclusive a bonita casa em que morou o deputado Tarcísio de Jesus e sua esposa professora da Escola Padre Francisco Correia.


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25 julho 2018

A BATIDA DO FEIJÃO

*Rangel Alves da Costa

Pretendo em verso cantar um ofício tão distinto que foi perdendo o seu lugar, um afazer sertanejo que hoje quase não há, que é a batida do feijão e todo o seu rodear, desde a colheita da baje ao grão e seu ensacar. Coisa comum noutros dias, num passado de alegrias, onde nem mesmo a pobreza tirava suas magias, na simplicidade de um povo suas lutas e valentias. O comum entre os comuns, nas vidas mais arredias, nas vidas de sopro e vento e de domar ventanias. Toda a vida de um povo e suas alegorias.
No sertão de antigamente, e na saudade que a gente sente, a batida de feijão era um festejar diferente. Ao sertanejo o melhor presente, no viver o que lhe consente. Das roças mais afastadas, ou daquelas nos beirais das estradas, os animais em duras jornadas para transportar as braçadas. Nos lombos as caçuadas ou nos carros-de-bois as carradas, até chegar à cidade e espalhar nas calçadas.
Colheitas nos cantos guardadas, protegidas nas leitadas, temia-se que a qualquer hora caíssem as chuvaradas. Mas depois no amanhecer, com as asas do sol desfraldadas, o feijão era espalhado nas ruas empoeiradas, até que as bajes úmidas fossem ficando ressecadas. E assim dia após dia até que todas as bajes ficassem como tostadas, era sinal de estarem prontas para serem alquebradas.
No dia do batimento as amizades enlaçadas, chegavam muitos amigos ajudando as empreitadas. Juntavam tudo aos montes, de alturas elevadas, após desciam o porrete até baixarem as juntadas. Dependendo do feijão, muitas eram as braçadas, muitos eram os esforços e imensas as poeiradas. De madeira à mão, forças sendo lançadas, bate que bate o feijão, batiam as mãos calejadas.


Os grãos separados das cascas, pulando pelas pancadas, depois juntados ao redor para os trabalhos de ensacadas, quando não eram peneirados e as bagaceiras afastadas. Nos quintais e afastados, outras difíceis jornadas pra peneirar o feijão e as impurezas derramadas. Na peneira sertaneja, as mãos jamais descansadas, penera mais que penera, chega mais peneiradas. Pelos ares a sujeira dos pós e das poeiradas.
Eram lidas cansativas, mas logo depois festejadas. Nos aboios e toadas, nas pingas extravasadas, o forramento da barriga para as grandes paneladas, carnes fritas e torradas, mas também as feijoadas. Forró bom pelo salão, namoros pelas noitadas, chamegos de todo lado, fogueiras em faiscadas.
Assim o feijão batido na batida do passado, ofício tão sertanejo como a vida de gado, hoje pouco inexistente ou já pelo tempo levado, mas deixando uma saudade de olho ficar marejado.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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RASTEJADOR, SUBSTANTIVO MASCULINO | O CANGAÇO NA LITERATURA #190

 
https://www.youtube.com/watch?v=_IvSPUzrqtY&feature=share

Publicado em 25 de jul de 2018

Rastejador, substantivo masculino - 1970 - 25' - COR - 16mm ampliado para 35mm Rastejador, substantivo masculino - 1970 - 25' - COR - 16mm ampliado para 35mm Rastejador, substantivo masculino - 1970 - 25' - COR - 16mm ampliado para 35mm E Q U I P E pesquisa e direção: Sergio Muniz produção: Thomaz Farkas assistente de direção: João Trevisan fotografia: Thomaz Farkas assistente de fotografia: João Trevisan som direto: Sidnei Paiva Lopes música: A Calunga (Solo de Berimbau de Boca) narração: Othon Bastos mixagem: Carlos de la Riva montagem: Sergio Muniz assistente de montagem: Maria Alice Machado laboratório de imagem: Revela S/A laboratório de som: Stopsom diretor de produção: Sergio Muniz produtor executivo: Edgardo Pallero S I N O P S E Relato de um rastejador, que ajudava as volantes a encontrar rastros dos cangaceiros na caatinga e seus conhecimentos para sobreviver neste ambiente.

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24 julho 2018

JOÃO MOSSORÓ

https://www.youtube.com/watch?v=zyN0RDJCrNg

JOÃO MOSSORÓ - CD CANTO DE AMOR
Publicado em 6 de julho de 2015

Linda interpretação de JOÃO MOSSORÓ com a música "Tocando em Frente", de Almir Sater e Renato Teixeira. Todo primeiro sábado de cada mês ele faz show no Mercadão Cadeg no Rio de Janeiro. Em outubro será no dia 1º (sábado).

Vídeo gravado nos estúdios da Gravadora Hawaí por Qualitativa Comunicação e Markekting para o novo CD CANTO DE AMOR.

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23 julho 2018

ABATIDO O "REI DO CANGAÇO"


*Legenda do retrato: A' direita - Flagrante da passagem do caminhão com as cabeças dos cangaceiros de "Lampeão", por Sant'Anna de Ipanema.

fons: O Cruzeiro, Ano 1938, Ed 0040, p. 16 (06 Ago 38)

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1753529561427929&set=gm.1994650694180765&type=3&theater&ifg=1

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20 julho 2018

CAMPANHAS DE REPRESSÃO AO CANGAÇO


Entre as décadas de 1920 e 1930, governos da região nordeste do Brasil empreenderam um conjunto de medidas políticas, administrativas, judiciais e policiais no intuito de debelar os bandos de cangaceiros que assolavam os sertões de sete estados nordestinos, sob a chefia de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.


Ao assumir o Governo de Pernambuco, Estácio de Albuquerque Coimbra promoveu novo alento na repressão ao cangaço. Coimbra nomeou em 12 de dezembro de 1926 para o cargo de Chefe de Polícia o bacharel Eurico de Souza Leão. De fato, as novas diretrizes aplicadas na repressão aos bandos sob a chefia de Lampião tiveram impacto imediato. A campanha previa a repressão paralela aos protetores de bandidos, o apoio à ação da polícia, o reforço do policiamento nas fronteiras, o aumento do contingente de contratados, o desarmamento e o desaforamento. Conjugadas essas medidas, o saldo foi positivo.

A foto mostra a visita do dr. Euríco de Souza Leão em janeiro de 1928 à cidade de Belmonte, quando da inspeção ao Sertão pernambucano. Na ocasião, o Chefe de Polícia ao sertão de Pernambuco foi recepcionado pelo prefeito Sr. João Primo de Carvalho e autoridades locais. A foto foi tirada em frente à Prefeitura municipal. Sentados da esquerda para a direita: o prefeito João Primo de Carvalho, Jacinto Gomes dos Santos (Delegado de polícia), o major Theófanes Ferraz Torres, comandante geral das forças volantes, dr. Eurico de Souza Leão, dr. Melquíades Montenegro (juiz municipal), major Joaquim Leonel Pires de Alencar (presidente da Câmara Municipal) e Antônio Brandão de Alencar. Em pé e por trás de Theofanes e Eurico: tenente Arlindo Rocha (este, durante o combate da Serra Grande em Vila Bela, foi gravemente atingido no rosto, tendo o maxilar quebrado). O capitão Nelson Leobaldo (delegado de Caruaru) encontra-se por trás do major Joaquim Leonel. Em pé, por trás do Sr. Jacinto Gomes dos Santos está o Sr. Manoel Lucas de Barros, na época vice-presidente da Câmara Municipal do Município de Belmonte.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1913069478752772&set=a.144216698971401.27783.100001492156199&type=3&theater&ifg=1

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O TENENTE JOAQUIM GRANDE.

  Por Gang Gaco Pouco lembrado na história do cangaço, o tenente Joaquim Grande foi um oficial das forças volantes que atuaram no combate ao...