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Resultados da pesquisa

20 dezembro 2018

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

franpelima@bol.com.br

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.

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19 dezembro 2018

ANÁLISE: PERTO DA POSSE, BOLSONARO SOFRE DUAS DERROTAS NO STF

Por Eumano Silva
Foto de Igo estrela/Metrópoles

Decisão favorável a Lula e reajuste dos servidores em 2019 têm consequências política e econômicas para futuro governo.

Partiram do Supremo Tribunal Federal (STF) duas decisões que contrariam os planos do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Ontem (18/12), o ministro Ricardo Lewandowski concedeu liminar que autoriza reajustes salariais para algumas carreiras do serviço público federal. A decisão provoca um impacto de R$ 4,7 bilhões no orçamento de 2019 e desagrada a equipe econômica do próximo governo.


Nesta quarta-feira (19/12), a derrota de Bolsonaro foi política. Também em decisão provisória, o ministro Marco Aurélio Mello determinou a soltura de todos os presos em decorrência de sentenças de segunda-instância.

A canetada beneficia diretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde abril depois de decisões do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A soltura do petista significa o retorno às ruas do principal adversário político de Bolsonaro, líder nas pesquisas eleitorais antes de ser levado para a cadeia no Paraná.

Pela importância das duas liminares, percebe-se que o STF, antes mesmo da posse de Bolsonaro, emite sinais de que pode se transformar em um obstáculo para as pretensões do futuro governo. Para interferir diretamente na economia ou na política, nem é necessário reunir o plenário. Basta a vontade de um dos ministros.

Interessante lembrar que, durante a campanha, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do futuro presidente, afirmou que bastava um cabo e um soldado para fechar o STF. A bravata teve repercussão negativa na magistratura e, em particular, no Supremo.

Com as decisões de Lewandowski e Mello, faz mais sentido a declaração do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Em entrevista ao jornalista Marcelo Godoy, publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, o petista previu dificuldades para o presidente eleito governar. “Vamos deixar o Bolsonaro sentar na cadeira; ela queima”.

Nesse sentido, o STF acendeu uma fogueirinha.

https://www.metropoles.com/distrito-federal/justica-distrito-federal/analise-perto-da-posse-bolsonaro-sofre-duas-derrotas-no-stf?utm_source=push&utm_medium=push&utm_campaign=push

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17 dezembro 2018

FIQUE INFORMADO - OUTRAS MODALIDADES

Por Miguel Dantas
https://www.publico.pt/2018/12/17/desporto/noticia/jovem-portuguesa-invisual-conquista-bronze-mundial-surf-1854998

Marta João do Paço, cega de nascença, garante que a modalidade lhe concede uma sensação de "liberdade". Aos 13 anos, amealha o primeiro prémio para Portugal na competição.

Jovem portuguesa cega conquista bronze no Mundial de surf adaptado Marta João do Paço, cega de nascença, garante que a modalidade lhe concede uma sensação de "liberdade". Aos 13 anos, amealha o primeiro prémio para Portugal na competição.

Apesar de só praticar surf há pouco mais de um ano, Marta João do Paço, 13 anos, surpreendeu tudo e todos no campeonato mundial de surf adaptado, que decorreu entre os dias 12 e 16 de Dezembro, em San Diego, Califórnia. A adolescente portuguesa — atleta do Surf Viana de Castelo (SVC) — conseguiu mesmo a medalha de bronze, naquela que marca a segunda participação portuguesa na competição internacional.

https://www.publico.pt/2018/12/17/desporto/noticia/jovem-portuguesa-invisual-conquista-bronze-mundial-surf-1854998

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12 dezembro 2018

ESPINHOS DE PONTA AFIADA

*Rangel Alves da Costa

“Decerto Brió, decerto. O que espinha a gente num é espinho de mato não, Brió. E tenha certeza disso. Espetada de mandacaru é dor que passa. Pinicada de facheiro é dor que passa. Prefiro a espetada do mato, na dor que dói e que passa, do que a espetada do povo. Espinho de gente tem cura não. A pele pode nem ferir, mas o coração agoniza pela maldade, pela falsidade e pela injustiça...”.
Já me lanhei de tufo de mato afiado. Mas veja, amigo Brió, o sangue escorrido foi sangue logo sumido. Um arranhãozinho e acabou. Também sei o quanto coça urtiga e cansanção. Na pele, é mesmo coisa de endoidar. Mas digo, continuo dizendo que nada igual à urtiga e cansanção que vem da língua do povo, da boca maldosa do povo. Uma gente que só não é arma de vez porque a natureza num quis assim, mas que tem o mesmo poder de matar.
Coisa de ponta afiada tem por todo lugar da mataria. garrancho de catingueira parece faca amolada. Espinha de quipá fez estrago até no olho de Lampião. O que não se avista de repente, no instante seguinte já tá pinicando a pele. Ponta afiada, miúda, a pessoa nem imagina o estrago que faz. Depois do sangue jorrado e da marca na pele, então é tudo em acabação. Mas duvido Brió, duvido compadre, que eu num prefira mil vezes ser arranhado e azunhado assim.
Como disse compadre, a dor das coisas do mato é dor que passa. Pode ser a ponta de pau mais afiada do mundo, pode ser o espinho mais perigoso do mundo, pode ser a navalha em forma de folha, mas nada igual à selva do homem. No mato, o espinho está por todo lugar, mas na cidade o espinho está em tudo. O espinho envenenado está no olho, na boca, na mão, no pé, no corpo inteiro. É um povo que já olha matando. É uma gente que já enterra antes de matar. E todo mundo contra todo mundo, até parente contra parente. Já vi bicho de mato maldoso, mas igual ao bicho homem não há igualia no mundo.


Sei não, compadre, sei não. Já nem sei de quantas espinhadas eu já tomei em minha vida de mato. Em cima do cavalo ligeiro, todo encourado, mas de repente a ponta do espinho acertando bem onde estava desguarnecido. Na lide de caçador, cortando mataria e todo tipo de tufo de mato, vez por outra eu me via sangrando sem ao menos saber o que era. Ora, mas era espinho, ponta de tudo enfiando na pele. Doía, ardia, sangrava, mas não demorava muito e tudo já tava cicatrizado. Agora pergunto compadre, ponta de língua afiada cicatriza na honra, na alma, no mais profundo do ser humano?
Vou dizer mais compadre, vou dizer mais. Dizem que espinho de palma faz até o sujeito perder o dedo se não cuidar logo depois de ter enfiado na pele. É assim mesmo, pois o bicho parece que tem veneno. Mas dito bem. O risco está no descuido e no deixar pra lá. Ainda assim, o espinho de palma num chega nem perto da língua de muita gente. Uma vez ferido pela língua, uma vez sangrado pela afiação da maldade, tudo desanda de vez, pois é morte certa. Não a morte de acabação, mas a morte daquilo que de melhor a pessoa pode ter, que é o seu nome, a sua honra, a sua reputação. E tudo pode acabar por causa desse espinho maldoso do fi da peste.
Bom mesmo, compadre, era que cada gente assim tropeçasse em si mesmo e caísse com tudo em cima da ponta afiada. E ao levantar já num tivesse serventia de nada. Envenenado tava e envenenado continua. Acabar o mal pelo mal”.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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10 dezembro 2018

O REPENTE DA TROVOADA

 Clerisvaldo B. Chagas, 10 de dezembro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
“Crônica”: 2.022

Bem-te-vi anuncia a trovoada
No galho mais fino d’aroeira
Gavião procura a quixabeira
Jararaca escapole da estrada
O macaco se coça na quebrada
O trovão inicia um tiroteio
O cachorro dispara sem um freio
O céu abre na base luz e risco
Um só golpe na força do corisco
Lasca a velha braúna bem no meio.

Quando vem trovoada na fazenda
Espanta marimbondo e mangangá
Se afunila o focinho do preá
O mocó dispensa sua agenda
Urubu não encontra mais merenda
Tanajura alça voo cai no chão
Dá um tempo o mergulho do carão
O muar na cancela é acuado
A raposa vacila no varjado
Perde o rastro as antenas do furão

 A bica amarrada não aguenta
Com o peso da chuva na latada
O gatão dispara na zoada
Um menino se engasga com pimenta
A onça se entoca e fica atenta
A criada escorrega no batente
Relampeia pra os lados do Nascente
O tempo escurece e vira grude
Quando poca as paredes do açude
Um sapão bem gordo vai à frente.

Bate a chuva na terra sobe o cheiro
Que até espinheiro bota flor
De abelha tem beijo e beija-flor
E os cachos mais brancos do pereiro
A jurema, a urtiga, o imbuzeiro
Catingueira, angico e mororó
Por ali canta o galo carijó
Avisando a quem tá de atalaia
Essa noite vai ter rabo-de-saia
O tempero mais forte do forró

Quando cai trovoada é um colosso
Na lagoa improvisa o cururu
Maricota faz doce de caju
O meu cão pega carne larga o osso
A mulher puxa a corda deixa o poço
Enxurrada faz rego na ladeira
Pertinho da porta da traseira
Depois de comer uma pamonha
A patroa faz riso sem-vergonha
Com seu velho pelado na biqueira

No sertão quando desce a enxurrada
Vai lambendo as barreiras dos caminhos
Uma rês se engancha nos espinhos
Tem goteira na telha revirada
O jumento dá popa na baixada
O vaqueiro se abriga no grotão
Cozinheira pita no cachimbão
A patroa risonha bate a saia
Mostra a ele a calcinha de cambraia
E os dois gemem na boca do pilão.

FIM

09 dezembro 2018

BRASIL IMPERIAL A PALMATÓRIA


“A Palmatória” Fotografia de Hermann Kummler, Pernambuco 1861. No Brasil a prática da Palmatória era comum entre os professores a fim de castigar alunos em sala de aula, também era usado por donos de escravos como instrumento de tortura. Somente nos Anos 1970 a prática passou e ser considerada crime no Brasil.

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O INFELIZ CANGACEIRO CHICO PEREIRA.

  Por José Mendes Pereira Colorizado pelo saudoso professor e pesquisador do cangaço Rubens Antônio. Diz o pesquisador e colecionador do can...