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28 março 2026

OS DEBATES

 Clerisvaldo B. Chagas, 26 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3387

 



Numa época em que não havia ainda o desenvolvimento de hoje, uma das diversões do sertanejo era frequentar o Fórum local para ouvir os debates entre promotor e advogado. Quando o defensor era muito fraco, também servia de diversão, pois, não empolgava a plateia na causa, mas as suas fraquezas eram motivos de risos entre os presentes, até porque o próprio promotor às vezes, propositadamente, dirigia essas fraquezas de modo disfarçado à multidão. Entretanto, em Santana do Ipanema, o espetáculo máximo era entre o advogado Aderval Tenório e o promotor Fernando Sampaio. (Digo Sampaio sem certeza). Olhem que estamos falando sobre os anos 60 em solo alagoano e sertanejo. E era uma verdadeira frustração para a plateia quando eram outros os atores.

O dr. Aderval Tenório com voz cheia, poderosa e muita sabedoria na profissão, dificilmente perdia uma causa. Porém, o defensor público não era nenhum amador e era o único que reagia à altura às investidas demolidoras de Aderval. É certo que não possuía voz como a do advogado, mas a segurança no que estava dizendo sempre ganhava respeito e admiração de todos. Aderval era casado com dona Déa, que fora professora de desenho no Ginásio Santana. Doutor Fernando, tinha uma bela esposa chamada Marta. E nós só víamos dona Marta, no estreito/janela da porta da rua. Morava perto do cine-Glória, na avenida Coronel Lucena.

O Fórum de Santana do Ipanema, eu o alcancei primeiro, funcionando no Comércio no chamado “sobrado do meio da rua”, funcionou ainda numa casa tipo colonial defronte ao cine-Glória, no Prédio da antiga Empresa de Luz, hoje, Câmara de Vereadores, na Avenida Nossa Senhora de Fátima. Somente passou a funcionar de forma definitiva e com sede própria no Governo Marcos Davi, quando foi inaugurado à margem da BR-316, com o nome de Hélio Cabral. Acho que as multidões que costumavam preencher as salas de Fóruns, passaram a desviar os interesses para as formas mais modernas de ocupação de tempo.  Não conhecemos, entretanto, um livro sobre os Fóruns e os debates travados no Sertão do Século XX. 


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/os-debates-clerisvaldo-b.html

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

27 março 2026

80 ANOS ANGICO

  Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=c5nxaMHADJk

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Vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico

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Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

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26 março 2026

SOBRE AVIADORES...

 Por Rostand Medeiros

Sempre que procuro notícias antigas sobre o nosso Rio Grande do Norte em arquivos digitais de jornais estrangeiros, basicamente encontro reportagens sobre a passagem de heroicos aviadores que vinham do outro lado do Atlântico, ou sobre a II Guerra e Parnamirim Field. Mas existe uma notícia que volta e meia aparece nesses jornais e que me chama muita atenção. É sobre o assassinato do engenheiro agrônomo Octavio Lamartine, filho do governador Juvenal Lamartine e morto covardemente por policiais do governo Mário Câmara em 13 de fevereiro de 1934. Esse sangrento e covarde episódio ocorreu na Fazenda Ingá, em Acari, Seridó. A nota que trago é de um jornal italiano.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=871148795959581&set=a.106853839055751

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Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

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25 março 2026

ONDE O ALTAR VENCEU O CHUMBO.

 Por Valdir José Nogueira de Moura

​Era o ano de 1892 e o tempo em São José de Belmonte parecia ter parado para ver o sangue correr. A Vila, recém-nascida da emancipação, já carregava no colo o peso de dois nomes que não cabiam na mesma rua: Carvalho e Pereira. O poder, essa moeda gasta entre coronéis, havia se tornado uma promessa de fogo. O ar, denso de pólvora invisível, vibrava com a sentença do coronel Cazuzinha da Cachoeira (José Sebastião Pereira da Silva): a Intendência só seria entregue se o recibo fosse escrito em chumbo.
​O mapa do ódio dividia o chão. À direita da Matriz, o mundo pertencia aos Pereiras; à esquerda, o horizonte era dos Carvalhos. No meio, o silêncio de uma vila que se escondia atrás das tramelas, enquanto jagunços de Flores, liderados pelo valente Basílio Quidute e Floresta, liderados pelo famoso Enoch Pires, chegavam com o ferro na cintura e a morte no olhar.
​Nesse cenário de tragédia anunciada, uma imagem desafiou a lógica da guerra. O coronel Antônio Pires Brandão, líder da família Carvalho, cavalgava pela estrada da Várzea, trazendo na garupa a pequena Donana, uma flor de cinco anos em meio aos espinhos do conflito. No portal de casa, a voz da matriarca Rita Rosa de Jesus ecoava como um trovão de honra: “Entra, meu filho! Prefiro recolher teus pedaços em uma bacia a ver um covarde na família.” O pavio estava aceso. O sertão esperava o primeiro estampido.
​Mas o destino, às vezes, viaja em lombo de cavalo e veste batina. No horizonte de poeira, surgiu um vulto solitário. Um padre, pequeno na estatura mas gigante na aura, atravessou a linha invisível que separava os bacamartes. Ao apear no Cruzeiro, diante da Igreja, o visitante não pediu licença ao medo; ordenou ao sacristão que o sino falasse.
​O bronze dobrou fora de hora, rasgando o meio-dia e chamando a alma do povo. O homem de preto não era um estranho: era Cícero Romão, o profeta do Juazeiro. Com o olhar que acalmava tempestades e a voz que domava vaqueiros, ele intimou os donos da terra. Entre o altar e o povo, o Padre costurou com fios de fé o que o ódio queria rasgar.
​Naquela tarde, em Belmonte, o milagre não foi o sol parar, mas os dedos se afastarem dos gatilhos. Celebrou-se a missa, firmou-se a concórdia, e as armas, envergonhadas pela luz do Evangelho, voltaram para o escuro das fazendas. O "Padim" partiu sob o sol poente, deixando uma Vila que descobriu, por um breve e sagrado momento, que a paz é o único terreno onde a honra realmente floresce.
Valdir José Nogueira de Moura
São José do Belmonte, em 24 de março de 2026, 182 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista, o "Padim Ciço".

https://www.facebook.com/photo?fbid=26415413554758357&set=a.144216698971401

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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23 março 2026

DECADÊNCIA HISTÓRICA

 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3384

(FOTO CEDIDA PELO ESCRITOR  JOÃO NETO CHAGAS, O PRIMO VÉI).


A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste.  Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores.   Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.  

A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores:  cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.

Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/decadencia-historica-clerisvaldo-b.html

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As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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 Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2026

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3384

(FOTO CEDIDA PELO ESCRITOR  JOÃO NETO CHAGAS, O PRIMO VÉI).


A foto abaixo mostra uma rua no comércio de Santana do Ipanema, chamada José Américo. Rua de armazéns e outras casas comerciais de tradição. Ao mesmo tempo a foto mostra a decadência do algodão no Nordeste.  Em primeiro plano, o estado lastimável do prédio de esquina com seus vizinhos, parte da mesma empresa; uma das duas algodoeira que havia na cidade. Elas compravam o algodão vindo do campo e, com seu maquinário poderoso, separava o capulho do caroço. O algodão era prensado, enfardado e exportado para o Sul do Brasil, em caminhões. O caroço era vendido nas próprias algodoeiras, como ração para o gado leiteiro. Era o dinheiro quente de final de ano dos agricultores.   Acompanhei de perto a fase do algodão e, como professor de Geografia, levei alunos a visitar a indústria do prédio da foto.  

A foto é sem dúvida uma nostalgia, uma época se desmanchando viva na horrível aparência das edificações. Uma saudade oca que incomoda. Acompanhei o ciclo do algodão desde criança, iniciando no povoado Pedrão, na vila de Olho d’Águas das Flores:  cultivos, colheitas, transportes, os ensacamentos, as balanças, as vendas. Carros de boi lotados levando algodão para a algodoeira da vila. Era o Sertão da bolandeira (vapor, descaroçador) que fazia de Alagoas o estado mais rico do Nordeste. O Sertão alagoano com inúmera bolandeiras espalhadas que motivavam a atração do Rei do Cangaço pela riqueza produzida. Em Santana do Ipanema, as algodoeiras do senhor Domício Silva, (foto) no Comércio Central e a do industrial João Agostinho, no Bairro Camoxinga, movimentavam o Sertão Inteiro.

Com a chagada do inseto “Bicudo”, os algodoais nordestinos foram dizimados e com ele toda a cadeia do produto. Acabava assim uma das grandes riquezas do semiárido. Uns dizem que a praga fora natural, outros que teria sido introduzida por aquele pais que todos conhecem para acabar com a nossa competividade com ele. E se houve investigação, verdade, nunca soubemos. O certo mesmo foi inúmeras figuras pelo nordeste inteiro semelhantes à da tristeza múltipla da foto desta crônica.


https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/03/decadencia-historica-clerisvaldo-b.html

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


 

OS DEBATES

  Clerisvaldo B. Chagas, 26 de março de 2026 Escritor Símbolo do Sertão Alagoano Crônica: 3387   Numa época em que não havia ainda o desenvo...