Por José Mendes Pereira
JOSÉ MENDES PEREIRA POTIGUAR
Wikipedia
29 novembro 2025
A MORTE DO SARGENTO DELUZ - PARTE I
28 novembro 2025
MAS QUEM NÃO É? - PERGUNTAVA CHICO ANÍZIO.
Por José Mendes Pereira - (Crônica 69)
Em todas as cidades brasileiras anualmente são construídas milhares e milhares de casas populares, programa do Governo Federal para solucionar muitos problemas de pessoas que são inteiramente pobres, sem condições de possuírem um teto, e não dispõem de empregos para sustentarem as suas famílias.
Logo que as residências são entregues aos inscritos do programa, de imediato, o conjunto habitacional é nomeado com um apelido ou vários, como por exemplo: Inferno colorido, Favela do Veio, Rochedo, Onde o cão perdeu as esporas, Malvinas, Iraque, Tranquilim..., e um deles, será escolhido pelos moradores como identificação onde moram.
Mas estes apelidos são dados aos conjuntos sem nenhuma maldade, e geralmente, são originados das constantes brigas que acontecem entre os moradores que ficam fazendo fuxico na vizinhança.
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27 novembro 2025
LAMPIÃO TINHA SETE FÔLEGOS?
Por José Mendes Pereira
Não se sabe quantas invencionices ainda serão criadas daqui para frente sobre a morte do famoso, perverso, sanguinário e rei do cangaço capitão Lampião. São histórias totalmente fundidas na mente de quem não tem nenhum compromisso com a verdade, quase sem pé e sem cabeça, assim como diz o dito popular, que Lampião escapou do ataque feito pelas volantes policiais aos cangaceiros na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Fazenda Forquilha, em terras de Porto da Folha, hoje denominada Poço Redondo, no Estado de Sergipe.
Os criadores de histórias sobre o rei do cangaço capitão Lampião dizem que, ao sair da Grota do Angico o facínora tomou rumo para o Estado de Minas Gerais, e por lá, morreu de morte natural no ano tal, tal e tal. Todas estas histórias já inventadas são verdadeiras "aberrações", assim como diz o cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira.
Já falaram tanto da sua morte e que muitos destes não pesquisaram absolutamente nada, inventaram o que bem quiseram, que Lampião morreu ali, acolá, menos na Grota do Angico. Mas nós que estudamos o movimento social dos cangaceiros acreditamos plenamente, que ele foi abatido lá na Grota naquela madrugada triste do dia 28 de julho de 1938.
Ninguém mais conta a verdade do que os pesquisadores, escritores e cineastas que fazem os seus trabalhos com seriedades, que enfrentaram e ainda continuam enfrentando os cerrados e a caatinga para fazerem as suas pesquisas, apanhando os dados na fonte, isto é, no meio de quem presenciou todo desenrolar dos perversos e sanguinários bandidos nos sertões nordestinos.
As datas da morte de Virgolino Ferreira da Silva o capitão Lampião apontadas pelos depoentes, nenhuma bate com as outras que foram citadas por outros criadores de histórias fantasiadas, mas isto faz parte de qualquer estudo, simplesmente por quererem aparecer no mundo cultural.
O saudoso escritor e fotógrafo José Geraldo Aguiar que nasceu na Vila do Morro (município de São Francisco), em 16 de outubro de 1949, e escreveu um livro sobre o suposto Lampião que residia em Buritis, no Estado de Minas Gerais, revela que ele morreu no ano de 1993.
Vamos ler estes pequenos parágrafos que escreveu o autor:
(...)
"Há quatro anos e meio, Aguiar recolhe dados sobre um fazendeiro, dono de 300 hectares, que se instalou no início dos anos 50 na margem esquerda do rio São Francisco, na cidade que leva o mesmo nome do rio, em Minas Gerais. Alguns fatos estranhos cercaram a vida do fazendeiro. Aguiar identificou pelo menos dez nomes diferentes usados por ele. Tanto que o conheceu como João Lima, os amigos tratavam-no por Luís, na lápide do cemitério está escrito Antônio Teixeira Lima e na certidão de óbito consta o nome Antônio Maria da Conceição.
O fazendeiro morou em pelo menos 15 cidades diferentes com Maria Lima (supostamente Maria Bonita), em quatro Estados (Minas Gerais, Bahia, Alagoas e Goiás) - além de São Francisco, ele morou em Montes Claros, Irecê e Buritis, entre outros municípios. A tendência foi sempre morar às margens do rio São Francisco.
Com Maria Lima teve dez filhos, o mais velho hoje com 63 anos. Em uma viagem à Bahia, conheceu Severina Alves Moraes a Firmina, com quem teve uma filha, hoje com 22 anos. Depois da morte de Maria Lima, o fazendeiro passou a morar com Firmina.
Segundo Aguiar, o fazendeiro temia represálias pelos crimes atribuídos a Lampião e, por isso, além de se esconder durante todo esse tempo, só autorizou que sua história fosse contada após sua morte".
(...)
Uma pergunta que jamais será respondida vez que o escritor já faleceu: Por que o fotógrafo José Geraldo Aguiar não pediu às autoridades mineiras o direito de exumação dos restos mortais do suposto Lampião de Buritis, quando seria bem mais fácil colher o material necessário para o "DNA" com a filha de Severina Alves Moraes a Firmina, que é era também filha do Lampião de Buritis? Confira clicando no link abaixo:
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/11/13/brasil/22.html#:~:text=Segundo%20Aguiar%2C%20o%20suposto%20Lampi%C3%A3o,%2C%20em%20Buritis%20(MG).:
Este outro senhor abaixo, ex-volante que aparece no vídeo acima, no início do texto, de nome Andrelino Pereira Filho, que serviu entre o ano de 1922 e 1938, na Corporação policial do Estado de Pernambuco, e é o único policial ainda vivo (não sei se já faleceu porque a entrevista foi em 2018), do período da chacina aos cangaceiros na Grota do Angico, afirma que o capitão Lampião morreu no ano de 1963, numa propriedade denominada "Fazenda São Francisco", lá no Estado de Minas Gerais.
No vídeo, o sargento aposentado Andrelino Pereira Filho diz que foi um amigo seu que falou da morte de Lampião, e que naquele momento, ele estava vindo do seu enterro.
As suas informações não têm segurança, porque elas não detalham o lugar do sítio da fazenda onde supostamente o capitão Lampião teria falecido, e nem tão pouco a cidade deste sítio. Toda fazenda pertence a um sítio, e todo sítio está localizado nas terras de uma cidade, e qualquer cidade tem o seu Estado. O Estado foi dito que era em Minas Gerais. E por que o sítio e a cidade não foram revelados?
O seu Andrelino fala também que Lampião passava em sua casa para tomar café, e chamava a sua mamãe de comadre. Mas depois ele percebe que foi muito além da verdade, e tenta se livrar do que disse ao cineasta sobre o capitão, e fala que eram os cangaceiros que passavam por lá, não Lampião, porque ele só andava sozinho.
Pelo o que eu sei e aprendi no estudo sobre os cangaceiros, o capitão Lampião não andava sozinho, sempre estava rodeado de facínoras, como vive uma abelha-rainha de uma colmeia, que ali está segura pelas suas comandadas. Assim era o rei do cangaço, que em todos os lugares que estava, ou mesmo nos locais que fazia o seu amado coito, no intuito de descansar da fadiga e fazer seus planejamentos de invasões aos sítios, propriedades e até mesmo em pequenas cidades, o capitão permanecia rodeado de desordeiros.
Por respeito ao senhor volante policial, pela sua idade além dos 100 anos vividos, e principalmente pela respeitada e gloriosa corporação da polícia militar do Estado de Pernambuco, que ele pertenceu, e não quero aqui tirar os méritos do seu Andrelino Pereira Filho, mas tenho a dizer que, me parece ser invencionice as informações que ele cedeu ao cineasta que fez as suas gravações.
O disse me disse é uma expressão que se relaciona a boatos não verdadeiros. Assim fez o policial seu Andrelino Pereira Filho, que acreditou cegamente no seu amigo, que disse que vinha do enterro do capitão Lampião. O policial ouviu um chocalho tocando, mas não procurou saber bem o local que estava o animal chocalhado.
O caso do suposto Ezequiel que morava no Piauí e que em 1984, chegou à Serra Talhada, antiga Villa Bella, no Estado de Pernambuco, se dizendo ser o verdadeiro Ezequiel Ferreira da Silva, irmão mais novo dos Ferreiras, e que tinha ido lá tirar seus documentos para uma possível aposentadoria, disse que Lampião morreu no ano de 1981, mas lamentavelmente, as suas informações, para mim e para todos aqueles que pesquisam, nada verdadeira, tudo mentira.
O cineasta José Geraldo Aguiar escreveu em seu livro Lampião, O Invencível..., que a data do falecimento de Lampião foi em 1993 em Minas Gerais. O seu Andrelino confirma a morte do capitão em 1963, também em Minas. Já o suposto Ezequiel Ferreira diz que o seu irmão faleceu no ano de 1981. Mas os cangaceirólogos afirmam com convicção que Lampião morreu na Grota do Angico-SE, no ano de 1938, que realmente é a pura verdade.
Mas é assim mesmo. Cada um cavaleiro com o seu cavalo no hipódromo em posição de corrida. E quem lá não estiver presente, não será famoso em lugar nenhum. Assim foi seu Andrelino Pereira Filho que levou o seu cavalo e o posicionou para participar das corridas dos cangaceiros. Mas o mais importante é se apresentar aos jornalistas e pesquisadores como um volante que era mesmo da época de Lampião. Acredite quem quiser o que ele falou a este cineasta. Eu não sou nenhuma autoridade no assunto, mas foram mais palavras fantasiadas que saíram da boca do seu Andrelino Pereira Filho do que vocábulos verdadeiros.
Ser famoso pelo menos por um momento não é qualquer um que poderá ser, porque, precisa imaginar o que será o bicho do dia seguinte, para jogar na roleta da fama. A fama faz o indíduo feliz e conhecido no país que mora ou mesmo em outros países, mas para ser famoso tem que ser bom com as suas invencionices.
Mesmo eu discordando de algumas informações do volante seu Andrelino Pereira Filho, eu desejo a ele mais e mais anos de vida! Felicidade para o senhor, seu Andrelino!
Informação ao leitor:
O que eu escrevi não tem nenhum valor para a literatura lampiônica, e nem tão pouco prejudicará o que os cineastas gravaram e o que os pesquisadores e escritores escreveram. Apenas eu apresentei as falhas do depoente e não de quem fez a gravação.
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INTELIGÊNCIA.
No Facebook da Juh Gurgel Diniz.
A CANGACEIRA ÁUREA DE MANÉ MORENO E OS PUNHAIS DA MORTE.
Por Rangel Alves da Costa
Morena de pele tingida de sol, rosto cheio, cabelos negros e descendo até os ombros, altura mediana, olhar fundo e distante, boca que esboça sorriso. Um lenço vasto enlaçado ao pescoço lhe proporciona uma feição majestosa. Assim era a mocinha um dia atraída por um amor cangaceiro e, a partir daí, passando a ser ora uma flor e ora uma cobra peçonhenta em pessoa. Filha de Antônio Nicácio e Dona Josefa, da família Soares do Maranduba, em Poço Redondo, e tia (e não prima!) de duas irmãs também cangaceiras: Rosinha e Adelaide, Áurea foi uma das mais destemidas e aguerridas do feminino cangaço, mas certamente também a mais cruel e vingativa entre todas que eram companheiras de chefes de subgrupos. Sua atuação em meio à cangaceirama e às vinditas é pouco destacada e analisada, mas certamente foi além do que normalmente se descreve acerca do papel desempenhado pela mulher cangaceira. Ora, comumente afirmam que mulher cangaceira nunca estava na linha de frente de combate, não guerreava, que sempre ficava protegida na retaguarda, não tinha voz nem vez de comando, não avançava de arma na mão como faziam os homens, dentre outras especulações. Com Áurea foi diferente. E os exemplos são muitos como se verá adiante. Fato é que a companheira de Mané Moreno, líder de subgrupo, por seu destemor e altivez de luta, era muito diferente da maioria das cangaceiras, mas principalmente das sobrinhas Rosinha e Adelaide, duas irmãs. Filhas do afamado vaqueiro Lé Soares da Maranduba, as irmãs também tiveram seus destinos chamados pelo cangaço. Rosinha - talvez a mais bonita dos Soares do Maranduba - se apaixonou pelo cangaceiro Mariano, ex-companheiro da cangaceira Otília. Quando em outubro de 37 Mariano é morto pela volante de Zé Rufino, no Fogo do Cangaleixo, entre Porto da Folha e Gararu, no sertão sergipano, então a sina de Rosinha se desanda em rosário de sofrimentos. Estava grávida quando seu companheiro Mariano foi morto. Teve que doar sua criança e buscar refúgio no bando de Lampião. Sozinha, desprotegida e sempre entristecida, passou a ser um problema para o bando. De tanto pedir para visitar e passar uns dias com sua família, um dia Lampião atendeu seus rogos, mas exigindo que logo retornasse. Mas ela foi atrasando, e atrasando mais o retorno, até o rei cangaceiro se enfurecer e ordenar sua morte. Foi morta em 37 pelas mãos dos cangaceiros Zé Sereno, Luís Pedro, Quinta-Feira, e Juriti. Uma tropa de elite para matar covardemente uma inocente, e pelo simples fato de não querer mais continuar naquela vida terrível e medonha vida. Já sua irmã, a cangaceira Adelaide, não teve destino mais feliz. Tendo se juntado ao cangaceiro Criança e engravidado nos rincões catingueiros, a filha de Lé Soares acabou morrendo por problemas na gravidez, enquanto era conduzida numa rede – e com o filho já sem vida no ventre – pelos sertões de Canindé de São Francisco. Sua tia Áurea reinou - na condição de primeira-dama do subgrupo de Mané Moreno, até o ano de 37, quando foi morta, ao lado do companheiro e mais o cangaceiro Cravo Roxo, em Porto da Folha, num memorável combate. O episódio ficou conhecido como “Fogo do Poço da Volta”, mas o combate tendo acontecido mesmo na fazenda Palestina, vizinha ao Poço da Volta. Depois do cerco ao bando, a bala da volante de Odilon Flor começou a zunir e só restaram retratos das cabeças decepadas. Com efeito, as cabeças cortadas foram levadas para Gararu, exibidas e fotografadas, e de lá seguiram para Jeremoabo, na Bahia. Não seria outro o fim esperado para um subgrupo tão bárbaro e perverso como o de Mané Moreno. Na linha de frente, no passo a passo junto ao companheiro, Áurea participava de toda empreitada de sangue. No momento da bala zunindo, do cano de fogo pipocando, a filha dos Soares não procurava se esconder atrás de pedras ou se distanciar dos companheiros. Ajudou a matar e a sangrar, escolheu vítimas e exerceu a vingança de forma fria e brutal. Dadá era a mais valente e destemida, mas Áurea preferia o lado mais tempestuoso da brutalidade. Seria uma espécie feminina de Zé Baiano ou Gato. Diversos relatos dão conta de sua sanha cruenta e de sua ferocidade no ataque, com especial gosto pela punhalada, por sentir prazer pelo sangue espargindo nas vítimas, pela pinicação dos corpos ainda vivos ou já mortos, dentre outras atrocidades. Uma vingança muito conhecida foi a perpetrada pela cangaceira contra Badu, um conterrâneo seu que queria entrar para o cangaço, mas que foi reconhecido pela própria cangaceira e logo teve o seu fim anunciado. É que Badu havia chicoteado e ferido a punhaladas as nádegas de Tonho Nicácio seu pai, e tal fato jamais foi esquecido. Também pelo fato de que Badu havia servido à volante de Zé Rufino como contratado. A hora da desforra havia chegado, então ordenou que o angustiado rapaz fosse seguro por outros cangaceiros e ali mesmo morto a punhaladas. A ordem da sangria foi repassada, pois a própria Áurea disse que não ia sujar suas mãos de sangue com um imprestável daqueles. Mas sujou suas mãos quando da morte de Antônio Canela, um sertanejo que falava demais e dizia que andava armado para matar Lampião. Encontrado e cercado pelos cangaceiros, açoitado e torturado, Canela enfim perguntou a Áurea se ia morrer. Ela disse apenas “sim”, e com um gesto de mão sentenciou o seu fim. Estes e outros feitos aterrorizantes fazem parte do histórico cangaceiro de Áurea. Morreu de bala e foi decepada, mas participou ativamente de muitas mortes pelos rincões sertanejos. Na foto abaixo, a primeira é Áurea, e a segunda é sua sobrinha Rosinha.
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26 novembro 2025
96 ANOS DE LAMPIÃO EM CAPELA.
Por Antônio Corrêa Sobrinho
Por ter sido um dos maiores acontecimentos da história do Cangaço: a presença saqueadora de Lampião e asseclas na cidade de Capela, na zona da mata sergipana, na noite de 25 de novembro de 1929, há 96 anos agora completados, Sergipe não tem o direito de olvidar, de esquecer, de fazer de conta que não aconteceu o tremendo fato (ao qual adiciono as outras nefastas incursões do famanaz a outros burgos do nosso sertão, para mais dizer do quanto Sergipe não deve desconsiderar tais eventos).
O banditismo capitaneado por Virgulino Lampião faz parte integrante da nossa história, porquanto deixou rastros inapagáveis por aqui.
Voltando a Lampião em Capela, dizer que a importância deste histórico episódio não está apenas no sensacionalismo, no esteticismo de certas cenas, na repercução, na significação para a população capelense, mas também por se tratar de um verdadeiro presente, sim, a tradução desta história, recebido do destino, pela historiografia do cangaço.
Uma descrição de Lampião em Capela formulada praticamente durante as ocorrências, ao contrário da maioria dos eventos ditos protagonizados por Virgulino Ferreira; daí cheia de factualidade, expressividade, e mais, o que não deixa de ser um outro mimo do acaso, outra proveitosa coincidência, o fato de que quem traduz o episódio, traz a lume o espetacular momento é, ao mesmo tempo, um perspicaz jornalista e um telegrafista da Capela, aí a chefiar a agência dos Correios, a saber, Zozimo Lima, este que por horas esteve ao lado de Lampião e à mercê do longo e afiado punhal do cangaceiro; Zozimo, que é filho da Capela e que há um ano retornara do Sul onde vivia desde 1910, como agente telegráfico e jornalista.
Daí a riqueza da informação. Zozimo, na madrugada de 26, ou seja, poucas horas depois que o bando deixou Capela, enviou ao “Correio de Aracaju”os primeiros informes a respeito da ocorrência, publicados na edição deste mesmo dia, para três dias depois, na edição de 29 de novembro, publicar a exclusiva reportagem "LAMPIÃO EM CAPELA"; esta que vejo como um “olhar sobre Lampião tomado de imparcialidade”, pois desprovido de intencionalidades e paixões, e cheio de realismos, espontaneidades, reflexos naturais do arriscado momento vivido. Zozimo fez história.
Fato é que nenhum outro episódio envolvendo Lampião foi dado ciência ao público em geral com tamanha presteza, rapidez, atualidade.
Sem dúvida, um dos mais confiáveis registros de Lampião em atuação delituosa, jamais contestada. E Lampião em Capela um dos mais interessantes acontecimentos do cangaço. É história que Sergipe, ao contrário, devia divulgar e disto se beneficiar.
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LIVROS SOBRE CANGAÇO PEÇA AO PROFESSOR PEREIRA.
Por José Mendes Pereira
A MORTE DO SARGENTO DELUZ - PARTE I
Por José Mendes Pereira Segundo o escritor Alcino Alves Costa, escreveu em seu Livro, “O Sertão de Lampião”, que o verdadeiro assassino do...
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Por Guilherme Velame Wenzinger Essa foto foi publicada no Diário de Notícias em agosto de 1932 identificando-o como um "bandido das c...

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