Clerisvaldo B. Chagas, 13 de abril de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3399
O alfaiate e seresteiro, conhecido como Juca Alfaiate, quando se pedia ela pensava muito e terminava cantando a página musical “Mané Fogueteiro”. Era música e letra do cantor Augusto Calheiros, que nascera no século XIX e morrera no século XX. Entre inúmeras músicas de sucesso estava “Mané Fogueteiro”, música que emociona qualquer pessoa que tenha o mínimo de sensibilidade. “Mané Fogueteiro” é música de 1934. E, devido ao modo único do cantor Augusto Calheiros, em Santana do Ipanema, poucos ousavam cantar as suas músicas. Conhecemos que apenas o caçador, de voz rouca e cantor nas horas vagas, Mário Nambu, era capaz de cantar com perfeição qualquer música de Augusto Calheiros: “Ave-Maria”, “Vingança de Caboclo”, “Pilar”, “Senhor da Floresta”, “Mané Fogueteiro” e outras mais.
Ficávamos de boca aberta quando os mais velhos falavam de Augusto Calheiros, sua vida amorosa com seus percalços, suas apresentações em circo na cidade de Garanhuns, seu ex-amor na plateia... Mas ninguém nos contava que o cantor tinha apenas um pulmão, para aquela voz grossa, cheia, cadenciada e capaz de levar às lágrimas quem o escutava. Tornei-me seu fã e gostava de ouvir as músicas citadas acima com grande melancolia. Augusto Calheiros é citado no meu romance inédito AREIA GROSSA. E como em Santana do Ipanema, havia um fogueteiro chamado “Zuza”, não tinha como não o associar à música “Mané Fogueteiro”, do famoso cantor.
Quando Augusto Calheiros faleceu, eu tinha dez anos, mas suas músicas ainda tocavam em todos os recantos do País. O cantor era alagoano de Murici, fez muito sucesso no Rio de Janeiro e no Brasil, foi sepultado em Garanhuns, Pernambuco. Acho que todos os fogueteiros do País se sentiram homenageados por Calheiros; mas era uma homenagem doída porque a música fala do amor de Rosinha, disputado por um fogueteiro e um boticário. No final surge o fogueteiro morto com um tiro no peito. Após a tragédia o compositor encerra a história com chave de ouro, como fazem os grandes escritores.
https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/04/mane-fogueteiro-clerisvaldo-b.html
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso? É melhor vivo medroso do que morto valente.
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você me ver sempre
chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
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