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11 julho 2025

JERÔNIMO ROSADO – O PARAIBANO QUE MUDOU MOSSORÓ.

 

Jerônimo Rosado
Jerônimo Rosado

Jerônimo Ribeiro Rosado, o dono da farmácia que levava seu nome, nasceu em Pombal-PB, aos 8 de dezembro de 1861, era filho de Jerônimo Ribeiro Rosado e Vicência Maria da Conceição Rosado. Formou-se em Farmácia no Rio de Janeiro, onde atuava como fiscal da iluminação pública. Voltou ao seu Estado natal em 1889, quando abriu a primeira botica em Catolé do Rocha e desposou Maria Rosado Maia, a Sinhazinha.

Na página de anúncios do periódico natalense A Republica, de, 21 de março de 1901, vemos uma propaganda da farmácia que Jerônimo Rosado possuía em Mossoró
Na página de anúncios do periódico natalense A Republica, de, 21 de março de 1901, vemos uma propaganda da farmácia que Jerônimo Rosado possuía em Mossoró

O casal teve três filhos: Jerônimo Rosado Filho, médico, farmacêutico e poeta, morto aos 30 anos; Laurentino Rosado Maia, que morreu 15 dias depois do nascimento, e Tércio Rosado Maia, farmacêutico, odontólogo, advogado, poeta, pioneiro do cooperativismo brasileiro, comerciante de livros usados, professor universitário.

Sinhazinha partiu em 1892, pouco depois do último parto, vítima de tuberculose. No leito de morte, conforme relata mestre Luís da Câmara Cascudo, pediu “que o marido a fizesse sepultar no Catolé do Rocha, na terra onde nascera”. E casasse com sua irmã Isaura, para que seus filhos não tivessem madrasta.

Nesta mota do jornal carioca Gazeta de Notícias, de 19 de janeiro de 1887, vemos o jovem Jerônimo como estudante no Rio de Janeiro
Nesta mota do jornal carioca Gazeta de Notícias, de 19 de janeiro de 1887, vemos o jovem Jerônimo como estudante no Rio de Janeiro

Reivindicações atendidas: o corpo de Maria Amélia foi sepultado o viúvo, de 32, casou-se com a cunhada, de 17 anos, em 1893. A noiva se mudou para Mossoró, onde o marido residia e para onde transferiu os negócios em 1890, a convite do médico e líder político Francisco Pinheiro de Almeida Castro, patrocinador da drogaria.

Em Mossoró, a principal cidade do interior potiguar, Jerônimo abriu sua farmácia e, em 40 anos, gerou 21 filhos. Foi uma figura central na construção histórica e política do chamado eufemisticamente como “País de Mossoró”.

Do segundo enlace advieram 18 rebentos, nem todos chamados “Jerônimo” e nem todos numerados. Diferentemente do que reza a lenda, nem todos receberam nomes franceses. Do terceiro até o décimo, a inspiração para os nomes era o latim. A partir do 11º, e só com a exceção do 12º filho, todos levaram nomes inspirados nos numerais franceses. Foram ao todo 12 homens e nove mulheres. A maioria recebendo Jerônimo ou Isaura como primeiro nome.

Izaura Rosado (com z)

Laurentino Rosado Maia (homônimo do segundo)

Isaura Sexta Rosado de Sá

Jerônima Rosado, que tem como apelido o nome de “Sétima”

Maria Rosado Maia, que tem como apelido “Oitava”

Isauro Rosado Maia, que tem por apelido “Nono”

Vicência Rosado Maia, que como apelido o nome de “Décima”

Laurentina Rosado, que tem como apelido o nome de “Onzième”

Laurentino Rosado Maia, que tem como apelido “Duodécimo”

Isaura Rosado, que tem como apelido o nome de “Trezième”

Isaura Rosado, que tem como apelido o nome de “Quatorzième”

Jerônimo Rosado Maia, que tem como apelido o nome de “Quinzième”

Isaura Rosado Maia, que tem como apelido o nome de “Seize”

Jerônimo Rosado Maia, que tem como apelido “Dix-sept”

Jerônimo Dix-huit Rosado Maia

Jerônimo Rosado Maia, que tem como apelido o nome “Dix-neuf”

Jerônimo Vingt Rosado Maia

Jerônimo Vingt-un Rosado Maia.

Entre outras notícias publicadas pelo jornal carioca Gazeta de Notícias, de 3 de novembro de 1925, vemos o relato da morte de um dos filhos de Jerônimo Rosado
Entre outras notícias publicadas pelo jornal carioca Gazeta de Notícias, de 3 de novembro de 1925, vemos o relato da morte de um dos filhos de Jerônimo Rosado

Numeração

Ninguém sabe ao certo o que levou o patriarca a numerar os filhos. Talvez influência dos tratados farmacêuticos da época, todos escritos nas duas línguas, ou algum tipo extremo de obsessão pela ordem. O que se sabe é que o velho Jerônimo Rosado era fanático pela educação dos filhos e dos netos. Tão fanático que, certa vez, quando um de seus netos decidiu que não iria mais estudar, ele não pensou duas vezes. Mandou fazer uma engraxateira para o menino, deu-lhe um macacão de engraxate e ordenou que começasse a trabalhar. Sugeriu, até, que ele nem precisava sair de casa, já que a família era grande e ali mesmo ele teria uma boa clientela. Logo, logo o menino voltou para a escola.

O velho Rosado ensinou os filhos, ainda, a serem solidários. Se houvesse apenas uma fruta para comer, ela era dividida igualmente entre todos. Estimulava as crianças a conversar com estranhos, levando-as consigo, sempre, a encontros ou jantares. Não fazia distinção de sexo: meninos e meninas deviam acompanhar o pai. Tratava todos da mesma maneira. Queria vê-los trabalhando e estudando. Em razão disso, fundou a primeira escola exclusivamente feminina de Mossoró: o Externato Mossoroense.

Tese

Em sua tese de doutorado sobre a família Rosado, o professor José Lacerda Alves Felipe defende a ideia de que essa forma de educar adotada por Jerônimo Rosado tinha como objetivo formar o núcleo de uma oligarquia. Nela, cada filho teria uma função econômica. Felipe trata Jerônimo Rosado como o “herói civilizador” de Mossoró. Uma espécie de grande criador, de instituições sociais, elementos culturais, mitos. O objetivo não declarado era sempre, ele diz, conquistar o poder político.

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Cada vez que um filho se aproximava da maturidade, o velho Rosado o chamava para uma conversa em particular, em que tentava convencê-lo a entrar para a política. Os Rosado desmentem isso. Alguns mossoroenses afirmam, contudo, que essa foi uma das revelações feitas por Dix-Huit em seu leito de morte. Verdade ou mito? O que se sabe é que, apenas 18 anos depois da morte do patriarca, um Rosado abraçou, de fato, a carreira política. Em 1948, Dix-Sept Rosado Maia, em uma campanha na qual pela primeira vez se usaram trios elétricos, foi eleito prefeito de Mossoró.

 O Mito Rosado

Dix-Sept governou a cidade durante quatro anos. Tornou-se, depois, governador do estado, mas morreu, em um acidente aéreo, seis meses depois da posse. Virou um mito. No País de Mossoró, há uma estátua de Dix-Sept, em bronze e tamanho real, na principal praça da cidade. Sob ela, podemos ler: “Nele se conjugaram idealismo e ação, espírito público e solidariedade humana, capacidade de resistência e destino de comando […]”. Logo abaixo, em letras enormes, a assinatura: “Homenagem do povo”. A estátua foi construída pelo irmão Vingt, que, em 1954, o sucedeu na prefeitura de Mossoró.

O 17º filho foi, de fato, a raiz política dos Rosado. Irmãos, sobrinhos e netos o sucederam como prefeitos da cidade, vereadores, deputados e até senadores. Entre eles, destacam-se Dix-Huit e Vingt Rosado. Depois de algum tempo, os dois irmãos romperam. Diz-se em Mossoró que a briga entre eles não passou de uma jogada política para conservar, em definitivo, os Rosado no poder. Desde então, Rosado é oposição de Rosado. Não importa o vencedor: a família sempre leva. O sobrenome Rosado batiza, hoje, muitas ruas, praças e até estabelecimentos comerciais de Mossoró.

Nota do jornal carioca Gazeta de Notícias, 1 de julho de 1922, mostrando a atuação política de Jerônimo Rosado
Nota do jornal carioca Gazeta de Notícias, 1 de julho de 1922, mostrando a atuação política de Jerônimo Rosado

A cultura, porém, ficou nas mãos do 21º, Vingt-un, a quem coube realizar os sonhos educacionais do pai. Desde cedo, ele se empenhou para contar a história de Mossoró, registrar tudo que levasse o nome de sua terra natal e gerar e publicar a produção intelectual dos mossoroenses. Foi por isso que nos anos 1960 ele idealizou e fundou a Escola Superior de Agronomia de Mossoró (ESAM), onde organizou encontros e seminários e fez amizade com grandes intelectuais. Vingt-un Rosado foi uma espécie benigna de fanático.

A biografia completa do pombalense Jeronimo Rosado foi escrita pelo historiador Luiz da Câmara Cascudo, no livro “Jerônimo Rosado: uma ação brasileira na província de Mossoró(1861-1930)”.

Fontes de texto – http://www.itaucultural.org.br/rumos/webreportagem/osrosados.htm

http://clemildo-brunet.blogspot.com.br/2011/06/jeronimo-ribeiro-rosado.html

Fonte de fotos – Autor do Blog Tok de História

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09 julho 2025

"CHURRASCARIA O SUJEITO" - MOSSORÓ NOS TEMPOS DE OURO DA JUVENTUDE ENLOUQUECIDA PELA EXPLOSÃO MUSICAL.

  Por José Mendes Pereira

Churrascaria O Sujeito enchente 1961 - www.azougue.org

Nos anos 60, do século XX, a música brasileira deu fama  à Bossa Nova. Belas letras elaboradas, harmonia sofisticada e uma batida nova que mesclava o jazz com o samba. Era a grande juventude da Zona Sul do Rio da cidade maravilhosa que renovava a arte musical brasileiro. 

https://www.youtube.com/watch?v=ysLSzqReCJU

A Jovem Guarda explodia no movimento musical surgido no Brasil, trouxe uma nova sonoridade e estilo para a música brasileira, influenciada pelo rock and roll internacional, especialmente pelos Beatles. O movimento não apenas impactou a música, mas também a moda e o comportamento dos jovens da época, criando um estilo próprio e marcante. 


Esta imagem acima retrata os momentos da inauguração da Churrascaria O Sujeito, em 08 de junho de 1958, na cidade Mossoró-RN. Presentes figuras importantes da sociedade local, políticos, empresários e religiosos. Identificados: 

1. João Newton da Escóssia, (1926), ex-prefeito municipal, período de 1977-1982; 

2. Vingt Rosado, (13/01/1918-02/02/1995), ex-prefeito, deputado estadual e federal, 

3. Antonio Rodrigues de Carvalho, (13/06/1927-03/12/2009), ex-prefeito municipal nos períodos de 1958-1963, e 1969-1973, 

4. Monsenhor Raimundo Gurgel, (1916-1974); 

5. Boanerges Perdigão, (1909-1971), Boanerges Perdigão era o verdadeiro proprietário da Churrascaria "O Sujeito".

Paulo Gutemberg de Noronha Costa (1906-1987), um dos pioneiros da radiofonia mossoroense, Era sócio da Sociedade de Cinemas de Mossoró, e da Rádio Difusora de Mossoró, de Areia Branca e da Editora Comercial S.A. 

Mota Neto, conhecido como Motinha, (1914-1981), ex-prefeito e deputado estadual e federal, Mário Moraes e outros não identificados. 

Imagem da inauguração do "O Sujeito" é do acervo do escritor e historiador Lindomarcos Faustino.

Rio Mossoró dentro da cidade.

Lembrar de "O Sujeito" é reviver a nossa juventude de antes de ontem e de ontem, aqueles tempos de ouro, ouro de melhor quilate, ouro misturado com doses românticas e olhares apaixonados, entre àquela multidão de pessoas que procurava acasalar-se, pelo menos naquela saudável noite, naquela temperatura fria, vindo do rio que ainda vivia alegremente, sem nunca pensar em morrer; em meio da linda iluminação das luzes negras, afogada com as mais famosas músicas da época, como por exemplo: The Fevers com o seu “Mar de Rosa”. 


Esta música foi muito tocada naquela casa, e o operador do som colocava uma outra, e outra, mas logo estava com ela de volta. O motivo dela ter sido tão rodada, porque o som é excelente para quem sabe dançar, e até mesmo para quem não dança nada. Ela ajuda o dançarino ou o principiante se balançar no jogo de cintura. 


"O Sujeito" amparava também as belas músicas do "Renato e seus Blue Caps" com a música Playboy, que fazia sucesso em todos os locais da cidade, e outros tantos cantores famosos da época.
Renato e seus Blue Caps - Playboy (Áudio Oficial).

O sujeito não tinha férias, era de verão a verão, e todas as noites as suas dependências estavam lotadas de jovens que vinham de várias escolas de Mossoró.

https://www.youtube.com/watch?v=K2i9xdn_8aw

Apesar do seu tamanho, o "Sujeito" foi um dos melhores clubes da cidade, com portas abertas, e pagar entradas, só quando eram contratados cantores.

https://www.youtube.com/watch?v=_G0XjaKrPLY&pp=0gcJCfwAo7VqN5tD

O “Sujeito” deixou muitas recordações nos corações daqueles que nos anos 60 e 70 frequentavam diariamente aquela casa de diversão.

https://www.youtube.com/watch?v=t-80W0paxKw

A nossa Mossoró tem história, o certo é que muitos guardam em suas lembranças, sem compartilharem com outras pessoas, que apenas, vez por outra, ouvem pequenos comentários dos fatos que se passaram nas décadas de 60 e 70, com a explosão musical.

https://www.youtube.com/watch?v=O8yCfW_ktUM&list=RDEMxBF1AaQoWO2a3s7iw11IfA&start_radio=1&rv=f4qDs3IFVOI

O Brasil não teve como segurar a juventude, mas todos aqueles que faziam partes dela, era em prol de divertimentos, de boas causas. Era uma verdadeira tranquilidade. O sujeito saía à noite para se divertir em qualquer casa de shows em bairro de Mossoró, e tinha certeza que iria voltar em paz. Hoje é tudo diferente..., a certeza de voltar em paz para casa, é uma grande incerteza.

https://www.youtube.com/watch?v=p070DrUFj_g

O grande amigo Expedito De Assis lembrou e me fala em comentário que eu esqueci, que todos daquela época, inclusive ele e eu, enfrentávamos as águas do rio Mossoró em período de muito inverno, quando elas em abundâncias transbordavam por todos os lugares, e invadiam o tablado de "O Sujeito". Não é que nós enfrentávamos o rio, e sim, sobre o tablado da Churrascaria, elas se espalhavam. Foi um tempo muito bom, inesquecível para todos nós que éramos jovens naquelas décadas que se foram. Nos dias de hoje, só lembranças ficaram em nossas mentes. Nunca mais viveremos aqueles anos.

ESTA CRÔNICA ABAIXO, ESCREVEU AMÓS OLIVEIRA, DO PORTAL DO RN.

CHURRASCARIA O SUJEITO

Foi a Churrascaria O Sujeito, por muito tempo, o principal ponto da noite mossoroense. Vida noturna sem a intensidade que viria depois, mas não menos emocionante, e que se iniciava geralmente nos horários dos cinemas, sete, sete e meia e raramente ia além da meia-noite. A denominação churrascaria talvez nem fosse a mais adequada.

Era mais um bar com clima um pouco de boite, porém, em vez do ambiente fechado que caracteriza essa categoria, tinha uma estrutura aberta, proporcionando uma vista panorâmica do rio, da velha ponte e da parte da cidade em torno. Sua decoração com chapéus de couro e de palha, arreios, gibão e coletes de couro, chocalhos, peneiras e abanadores de palha e outras peças semelhantes, expressava um ineditismo para a época, não só na cidade, mas no Brasil pois lembrava um cotidiano de interior nordestino em um país atraído por uma estética importada, europeia e urbana.

As águas do rio movimentadas vagamente pela brisa que à noite vinha no rastro do vento nordeste que soprara forte durante a tarde, compunha um quadro de amenidade e reverberava os boleros e canções saídos da hi-fi na voz de Connie Francis, Edie Gorme e Trio Los Panchos, Trio Irakitan, Dick Farney, Sinatra, Nat King Cole, Lucho Gatica e o novato Altemar Dutra, inspirando namoros ou a simples convivência de amigos.

Confraria da cerveja, do Whisky ou do sugestivo “cuba libre” acompanhados dos petiscos onde o filé com batatas fritas representavam o que havia de mais sofisticado para uma culinária sem o internacionalismo atual. Chegar dirigindo um automóvel era um diferencial, para alguns até ostentação, mas vir a pé não causava estranheza. Carro particular ainda era luxo acessível a poucos.

O ambiente seria hoje considerado simples. E era, de fato, simples. Entretanto alguns elementos o tornavam, em certo grau, elitizado: a organização, o padrão musical, o bar e a cozinha direcionavam-se a um público um pouco mais exigente. Nesse aspecto uma concorrência viria apenas com o surgimento posterior da Churrascaria Brasa e do Bar Umuarama e, algum tempo depois, da icônica Boite Snob.

Assim como outros estabelecimentos, a Churrascaria O Sujeito pode ser considerada emblemática de uma época na história mossoroense. Uma cidade com uma região central onde o principal comércio dividia espaço com residências de famílias de melhor poder aquisitivo, rodeado por uns poucos bairros que, com o crescimento horizontal da área urbana, aos poucos passaram a constituir o que se pode chamar de um centro expandido.

https://portaldorn.com/churrascaria-o-sujeito/

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05 julho 2025

LAMPIÃO O REI DO CANGAÇO FILME COMPLETO.

 Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=HSkU2Rg6lrg

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o Rei do Cangaço, Maria Bonita e seu Bando de Cangaceiros comandados são retratados nesse Longa Metragem.
O filme conta a história da jornada de como o menino pobre nascido no sertão pernambucano se tornou um dos homens mais procurados e conhecidos do Brasil. Lampião - O Rei do cangaço é um filme brasileiro produzido e exibido no ano de 1964, do gênero aventura, dirigido por Carlos Coimbra. O roteiro é baseado nos livros Lampião - O Rei do Cangaço de Eduardo Barbosa e Capitão Virgulino "Lampião" de Nertan Macedo. O filme apresenta a trajetória de Virgulino Ferreira da Silva que ficou conhecido na história como Lampião. Um dos mais temidos e respeitados cangaceiros de todos os tempos. Lampião entrou para o cangaço ainda jovem após se envolver em questões pessoais com seu vizinho Zé Saturnino. Após a morte de sua mão vítima de enfarto causado pelas tribulações envolvendo seus filhos e de seu pai morto por uma Volante policial alagoana comandada pelo então Sargento José Lucena de Albuquerque Maranhão "Zé Lucena", decide juntamente com seus irmãos Antônio Ferreira "Esperança" e Levino Ferreira "Vassoura", entrar definitivamente no cangaço e a partir de então começa a escrever sua história com sangue, saques e destruições. Por mais de vinte anos Lampião atuou no cangaço pelos sertões do Nordeste e nesse meio tempo se tornou para muitos uma espécie de herói e para tantos outros um bandido frio e sanguinário. O filme "Lampião - O Rei do cangaço" embora oculte partes importantes da história do cangaceiro, não deixa de ser um trabalho grandioso se levarmos em consideração os acontecimentos históricos apresentados e as tecnologias empregadas na época e suas limitações. Destaque para o grande elenco de atores e para o trabalho formidável produzido pelo cineasta e diretor Carlos Coimbra. LAMPIÃO - O REI DO CANGAÇO (CARLOS COIMBRA - 1964).

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04 julho 2025

O CAIPIRA ETERNAMENTE APAIXONADO...

 Por Alcino Alves Costa

Apesar de uma correlação muito forte, enganosa e parecida entre amor físico e amor espiritual, estes dois sentimentos são absurdamente opostos. O amor físico é construído através de paixão ardente, detentora de vigorosas chamas, porém este amor nascido de um sentimento extremado e obsessivo, transformado em um doentio desejo, é puramente sexual, é fugaz, efêmero, passageiro e sem constância nenhuma. Paixão amorosa que prima pelo desejo de um instante de uma conjunção carnal, o prazer esfogueado do sexo, mas que, após algum tempo de verdadeira luxúria cai no desânimo da própria carne e desemboca pelo caminho triste da decepção, do 

A paixão física, que na maioria das vezes se torna aloucada, doentia e ao mesmo tempo frágil, costuma trazer em seu bojo sofrimentos, angústias e aflições sem limites. O inverso é o amor espiritual. Este é calmo, sereno, sublime, duradouro, repleto de prazer e felicidade. Diferentemente dessa paixão, desse amor físico que é um sentimento de muita ardência e de elevado grau de intensidade, mas, quase sempre, voltado para os apelos físicos, o amor espiritual é um sentimento sublime, repleto de magia e encantamento, feito e criado dentro de uma dedicação absoluta, repleto de compreensão, simpatia, amizade e afeição. Felizes são aqueles que se amam espiritualmente. O amor espiritual, aquele que um ser humano sente por outro é uma dádiva divina, um presente de Deus. É nesta junção, corpo e alma, que se pode perfeitamente afirmar, ser este o verdadeiro amor, o amor na abragência da palavra, o amor perene e quase que imortal. A sublimação do amor espiritual é algo que tem o dom da felicidade; a magia do bem querer e do bem viver das pessoas; este presente de Deus é uma ventura daquele que teve a graça divina de possuir este tesouro da vida.

Mesmo quando o amor espiritual é unilateral, aquele que traz esta sensibilidade afetiva jamais descamba para o abismo do ódio em relação à pessoa amada. Com o passar dos anos, após perder as esperanças, o portador desse altíssimo grau de sublimidade, guarda este tão singelo e afetuoso proceder lá longe no escondido de seu próprio coração. No entanto, este sentimento ficará intacto. Em tempo algum será destruído da história de sua vida. Nada neste mundo fará com que este mágico legado dos deuses do amor feneça, morra ou se retire daquele que um dia guardou em seu coração a magnificência de um verdadeiro amor.

É necessário que se saiba diferenciar a grandiosidade do amor espiritual. Existem aqueles nascidos do próprio sangue, o sagrado amor de pais, filhos e irmãos; aquele amor respeitoso e cheio de sinceridade que existia nos tempos de outrora entre pessoas que se gloriava da palavra amigo, mas que, infelizmente, praticamente inexistente nos dias atuais. Além desses, existia aquele que envolvia de felicidade o homem e a mulher, quando eles dois se amavam com todas as forças de seus corações; quando eles sentiam em seu corpo e em sua alma um amor muito maior do que o desejo do sexo. Não se imagine que o sexo seja algo sem muita importância. O sexo é vital na vida do macho e da fêmea. Mas, o amor que ultrapassa a barreira e a necessidade da carne e atinge os pontos insondáveis e misteriosos do espírito é u m amor muito além desse que é também uma dádiva da natureza, a cópula maravilhosa entre um homem e uma mulher foi, é e será através das eras um especialíssimo presente nos oferecidos pelos poderes divinos.

Nada se compara a uma casal, um homem e uma mulher que se ama verdadeiramente; um homem e uma mulher que sejam plenos de cumplicidade entre eles; um homem e uma mulher que viva a vida do outro com prazer e alegria; um homem e uma mulher que um entregue o seu corpo ao outro num acasalamento perfeito e sublime.

É certo! Eu sei que você sabe, todos nós sabemos que nos dias tortuosos e sem amor em que vivemos tudo isto não passa de uma utopia. Falar de amor, de respeito e de consideração é coisa de um tempo que ficou lá longe, na distância daqueles que viveram os idos do passado; passado que os pobres coitados das novas eras consideram o tempo de um povo inculto e ignorante. A cumplicidade, o bem querer, o amor, a felicidade mútua, são coisas velhas, arcaicas que servem apenas de achincalhe e ironia – assim alardeiam os insensíveis da modernidade.

Todos esses valores culturais caíram no mais completo desuso. A moda é “ficar”, mesmo sem conhecer e nem saber quem é o parceiro ou parceira que irá com ele ou ela para um encontro íntimo, na ânsia de um coito que poderá trazer severas consequências.

Mesmo nos sertões mais distantes e atrasados a mocinha sertaneja, ainda no florir de sua juventude, cuida em perder a sua virgindade porque se sente envergonhada de não conhecer o sexo. O que esta pobre coitada não imagina é que ela está correndo um perigo grandioso de cair nas profundezas de um abismo sem volta; muitas delas com um filhinho nos braços, dependendo da aposentadoria de seus pais ou avós.

Os novos tempos. Os tempos da modernidade em que vivemos. Estes tempos insensíveis e cruéis, quer acabar e assassinar o amor. O amor é imortal e eterno.  Uma pergunta: Você se ama?

Alcino Alves Costa; o Caipira de Poço Redondo

Publicado, no dia 26 de abril de 2011, pelo JORNAL DA CIDADE, Aracaju

Extraído do blog: "Cariri Cangaço"

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MAS QUEM NÃO É? - PERGUNTAVA CHICO ANÍZIO.

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